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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Ultracoletânea do folclore brasileiro (por Larrie Skeeven)

MÃE DO OURO :
Embora não seja muito conhecida, a lenda é popular em alguns locais do Brasil, como nas regiões interioranas do sudeste, centro-oeste e nordeste do país.
A Mãe do Ouro é descrita como uma bela mulher que possui cabelos longos e dourados. Ela sempre aparece usando um vestido branco de seda.
Em algumas versões da lenda, ela tem o formato de uma grande bola de fogo que possui a capacidade de se transformar numa bela mulher.
A habilidade da Mãe do Ouro está em encontrar tesouros escondidos ou mesmo jazidas de ouro. Sendo assim, a Mãe do Ouro tem o poder de voar e, portanto, consegue localizar os lugares onde há tesouros enterrados.
Por esse motivo, ela é conhecida como a protetora dos tesouros e do ouro. Além disso, é considerada protetora da natureza, principalmente dos rios e montanhas.
Mas é durante a noite que ela atua, especialmente nas noites escuras sem lua e estrelas. Sua forma de bola de fogo percorre os céus onde ela detecta exatamente o local em que há algo escondido.



VITÓRIA-RÉGIA :
Vitória-Régia conta a lenda de uma índia chamada Naiá, ao contemplar a lua (Jaci) que brilhava no céu. Audacioso, valente, forte e belo, esse guerreiro era cobiçado por todas as jovens índias. E cada uma que conquistava seu amor, transformava-se em estrela no céu.
Segundo contavam os indígenas, Jaci descia à terra para buscar alguma virgem e transformá-la em estrela do céu. Naiá ao ouvir essa lenda, sempre sonhava em um dia virar estrela ao lado de Jaci.
Assim todas as noites, Naiá saía de casa para contemplar a lua e aguardar o momento da lua descer no horizonte e sair correndo para tentar alcançar a lua. Todas as noites Naiá repetia essa busca, até que uma noite Naiá decide mais uma vez tentar alcançar a lua, nessa noite Naiá vê o reflexo da lua nas águas do igarapé e sem hesitar mergulha na tentativa de tocá-lo e acaba afogando-se. Jaci se sensibiliza com o esforço de Naiá e a transforma na grande flor do Amazonas, a Vitória-Régia, que só abre suas pétalas ao luar.







MUIRAQUITÃ :
A lenda do Muiraquitã é considerada um verdadeiro amuleto da sorte, que consiste num sapinho feito de pedra ou argila, geralmente é de cor verde, pois era confeccionado em jade. Os indígenas contam a seguinte lenda: que estes batráquios, eram confeccionados pelas índias que habitavam as margens do rio Amazonas. As belas índias nas noites de luar em que clareava a terra se dirigiam a um lago mais próximo e mergulhavam em suas águas retirando do fundo do lago bonitas pedras que modelavam rapidamente e ofereciam aos seus amados, como um verdadeiro talismã que pendurado ao pescoço levavam para caça, acreditando que traria boa sorte e felicidade ao guerreiro. Conta a lenda que, até nos dias de hoje, muitas pessoas acreditam que o Muiraquitã traz felicidade, sendo considerado um amuleto de sorte para quem o possui.




MATINTA PERERA :
Diz a lenda, que à noite, um assobio agudo perturba o sono das pessoas e assusta as crianças, ocasião em que o dono da casa deve prometer tabaco ou fumo. Ao ouvir durante a noite, nas imediações da casa, um estridente assobio, o morador diz:
 - Matinta, pode passar amanhã aqui para pegar seu tabaco. No dia seguinte uma velha aparece na residência onde a promessa foi feita, a fim de apanhar o fumo. A velha é uma pessoa do lugar que carregaria a maldição de "virar" Matinta Perera, ou seja, à noite transformar-se neste ser indescritível que assombra as pessoas. A Matinta Perera pode ser de dois tipos: com asa e sem asa. A que tem asa pode transformar-se em pássaro e voar nas cercanias do lugar onde mora.





MÃO DE CABELO :
Esta lenda é muito comum na região de São Paulo e Minas Gerais.
É um fantasma que anda vestido todo de branco e possui as duas mãos cheias de cabelo, ele é um dos grandes assustadores das crianças que costumam fazer xixi na cama.





IPUPIARA :
O Ipupiara é uma espécie de monstro marinho que teria sido encontrada na capitania de São Vicente no litoral, no ano de 1564. O historiador e cronista português Pero de Magalhães Gândavo teria descrito a criatura como tendo : “quinze palmos de comprimento e semeado de cabelos pelo corpo, e no focinho tinha umas cerdas muito grandes como bigodes".




ALAMOA :
Alamoa é uma criatura feminina que seduz marinheiros e pescadores desavisados nas praias de Fernando de Noronha.
A história é originária do arquipélago, mas faz parte do folclore das mulheres sedutoras que perseguem os homens.
Diz a lenda que a Alamoa é uma linda mulher branca, de cabelos loiros e alta que mora no Pico, localizada no morro do mesmo nome. Em noites escuras, ela sai completamente nua para seduzir os homens que cruzam no seu caminho.
Ao vê-la, os passantes não conseguem resistir aos seus encantamentos e a seguem enfeitiçados à sua morada. Quando vencem os 323 metros de altura do Pico, a Alamoa se transforma numa caveira e aprisiona o infeliz que a acompanhou. Outras versões comentam que ela os joga do penhasco do Pico.








FLOR DO MATO :
A Flor do Mato é um tipo de caipora do estado de paraíba. Só favorece ao pobre caçador, quando por sua vez se vê beneficiada em alguma coisa. Não o sendo, fica somítica, irada, e se vinga escondendo a caça, afugentando-a para longe, gostando de brincar, debicando ou fazendo com que o homem se canse e nada consiga.
Depois assobia, vaiando. Chega até a dar boas e gostosas gargalhadas de deboche... Para fazê-la mansa, para fazer flor (boa e ajudando gente), é necessário levar no bornal uma lembrança, que se bota num pé de pau e ela vai buscar.





JURUPARI :
Jurupari é um mito comum entre vários índios da região amazônica. Há muitas lendas sobre este personagem que o mostram tanto como um legislador como um demônio. Conta-se que a índia Ceuci comeu o mapati, uma fruta que era proibida às mulheres quando se encontravam no período fértil. O suco da fruta escorreu pelo seu corpo até suas partes íntimas e assim, foi concebido um menino.
Quando chegou a hora do nascimento, seu filho revelou ser uma criatura sábia que viria ao mundo trazer novos costumes e leis para os homens. Por isso, Jurupari é tido como um legislador entre alguns povos indígenas.






CABOCLO-D'ÁGUA :
Segundo a lenda do Caboclo-D'Água, ele costuma aparecer para pescadores e outras pessoas que estão em algum rio. Não há evidências de como nasceu esta lenda, o que se sabe é que o Caboclo-D'Água só habita os rios e raramente sai dele, seu objetivo seria como amedrontar as pessoas que por ali passam, como partindo anzóis de pesca, furando redes, dando sustos em pessoas a barco, etc.






NEGRINHO DO PASTOREIO :
A lenda conta a história de um garoto escravo que passa por maus tratos e morre em um formigueiro. Conta a lenda que, quando as pessoas perdem algo, acendem uma vela para o Negrinho do pastoreio, acreditando que o garoto vai ajudar a achar o objeto perdido.






MINGUSOTO :
No folclore da Paraíba é um fantasma aterrador, habitando a capital do Estado e regiões circunvizinhas.
Mingusoto é informe e aterrador. 
Fantasma poderoso, que domina os lençóis subterrâneos, gemendo no silêncio das noites, dá-se ao sestro de abrir as igrejas, organizando mudas, enormes e lentas procissões noturnas, que se desenrolam com o cerimonial terrível das aparições coletivas.





MINHOCÃO :
É um bicho enorme, meio peixe, meio serpente, que sobe e desce este rio em horas, perseguindo as pessoas e as embarcações; basta uma rabanada para mandar ao fundo uma barca como esta nossa. Às vezes toma a forma de surubim de um tamanho que nunca se viu; noutras, também se diz, vira um pássaro grande, branco, com um pescoço fino e comprido, que nem uma minhoca.





PÉ DE GARRAFA :
A lenda diz que o Pé de Garrafa é um bicho-homem, cujo corpo é coberto de pelos, exceto ao redor do umbigo, que tem a coloração branca, ponto que lhe é vulnerável.
Seu pé é no formato de um fundo de garrafa, motivo esse que faz com que se locomova aos pulos, deixando no chão, um rastro com marca de fundo de garrafa,  sua ocorrência é sempre à meia-noite.
Segundo o relato dos caçadores ouve-se apenas o grito que ecoa pelas matas.
Solta fortes assobios para comunicar que é dono do território, podendo até hipnotizar aquele que se atreve a encará-lo.
A vítima que é pega pelo Pé de Garrafa ou tem sua alma aprisionada em seu pé ou é devorado pelo monstro. As únicas formas de fugir do Pé de Garrafa é atravessando um ponto de água corrente ou acertando o umbigo do monstro.






LENDA DO GUARANÁ : 
A lenda do Guaraná tem origem na região norte do Brasil e é uma das mais populares do nosso folclore. O guaraná é um fruto originário da Amazônia. Segundo a lenda folclórica da região, ele é originalmente os olhos de um indiozinho que foi mordido por uma serpente quando estava apanhando frutos na floresta.




PEIXE-BOI :
A lenda indígena do Peixe-boi é narrada pelos habitantes do vale do Rio Solimões, no Amazonas. Conta que, por ordem de Curumi, foi realizada uma grande festa para uma jovem moça. O pajé mandou que a moça nova e o Curumi mergulhassem nas águas do rio. Quando o fizeram, o pajé jogou sobre cada um deles uma tala de canarana. Quando retornaram à superfície, o casal havia se transformado em peixe-boi. Dessa união nasceram todos os outros peixes-boi. E seria por isso que esses animais se alimentam de canarana. 




CORPO-SECO :
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.





PISADEIRA :
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.







MULA SEM CABEÇA :
Surgido na região interior do Brasil, esse mito conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelo pescoço.






CAPELOBO :
Capelobo é um personagem do folclore brasileiro, que possui aparência de monstro.
Conforme a história, sua cabeça e focinho são de tamanduá-bandeira (cão ou anta); corpo de humano, com braços e pernas fortes; estatura aproximada de dois metros; patas redondas. Ele é muito veloz e gosta de correr pelas matas próximas aos rios e várzeas. Ele costuma rodear casas ou barracas localizadas no meio da mata, no período noturno.




LENDA DO PEQUI :
Conta uma lenda indígena que Tainá-racan era uma linda índia da Amazônia brasileira. Tinha os olhos cor de noite estrelada e seus cabelos eram como fios de seda negra. O andar, elegante como o de uma deusa passeando por entre as flores.
Um jovem e formoso guerreiro de uma tribo vizinha – Maluá -, assim que a viu, sentiu forte fogo no corpo e o coração saltando no peito: “Ela é linda como a estrela da manhã. Hei de amá-la enquanto durar a minha vida!”. Pouco tempo depois, estavam casados.
[...]







CUCA :
É uma bruxa velha muito feia com cabeça de jacaré, unhas imensas e voz assustadora que rapta as crianças malcriadas e desobedientes.
Dorme uma vez a cada sete anos.






MAPINGUARI :
No interior da Floresta Amazônica vive um monstro terrível, um gigante faminto coberto de pelos, com um olho só e uma bocarra imensa no lugar do umbigo.
De braços longos e garras afiadas, vaga pela mata em busca de animais e pessoas para devorar!






HOMEM DO SACO : 
Leva um grande saco onde aprisiona crianças desobedientes. Os pais costumam contar aos filhos de sua existência para assim, evitar que as crianças falem com estranhos.





BOITATÁ :
O termo é Tupi-Guarani e no Brasil inteiro é usado para nomear o episódio do fogo-fátuo que é uma inflamação de gases. Boitatá é um mito indígena que indica uma serpente de fogo ou de luz de olhos graúdos. O Boitatá é definido como uma cobra de fogo, figura folclórica que protege os animais e as florestas de pessoas malvadas que destroem o meio ambiente. Em específico, àqueles que promovem incêndios.





BUMBA MEU BOI :
Bumba meu boi ou boi-bumbá é uma festa do folclore popular brasileiro, com personagens humanos e animais fantásticos, que gira em torno de uma lenda sobre a morte e ressurreição de um boi.
A história que envolve a dança é a seguinte: Um rico fazendeiro possui um boi muito bonito, que inclusive sabe dançar. Pai Chico, um trabalhador da fazenda, rouba o boi para satisfazer sua mulher Catarina, que está grávida e sente uma forte vontade de comer a língua do boi. O fazendeiro manda seus empregados procurarem o boi e quando o encontra, ele está doente. Os pajés curam a doença do boi e descobrem a real intenção de Pai Chico, o fazendeiro o perdoa e celebra a saúde do boi com uma grande festividade.






ONÇA MANETA :
É um animal sinistro, muito forte, ágil, afoito e que parece sempre estar esfomeado. Seus ataques são ferozes e brutais. Suas vítimas sofrem ataques fatais. Seja de um só homem, um grupo de caçadores ou mesmo um grande rebanho, ela ataca com o mesmo ímpeto, sempre voraz. Como seu rastro deixa constatar, essa onça perdeu uma das patas dianteiras.






ARRANCA-LÍNGUAS :
Arranca-línguas seria como um grande Gorila, porém muito maior do que um Gorila ou um homem.
Segundo contam, um dos seus principais alimentos é a língua, que pode ser tanto de animais, como bois, cavalos, cabras ou mesmo de gente. Costuma atacar suas vítimas à noite, matando-as e retirando-lhes a língua para comer, é por isso que recebe o nome de Arranca-línguas.





PIRARUCU :
A lenda do Pirarucu teve sua origem nas águas amazônicas. O Pirarucu é um dos maiores peixes de escama do Brasil.
E para explicar sua origem, os índios costumam contar a seguinte lenda. O Pirarucu era um índio guerreiro da nação dos Nalas. Este jovem índio era muito valente, orgulhoso, vaidoso, injusto e gostava de praticar a maldade. Foi então que o Deus Tupã resolveu castigá-lo por todas as suas maldades e pediu à Deusa Luruauaçu que fizesse cair uma grande tempestade, e assim aconteceu.
O jovem guerreiro teve seu corpo desfalecido, carregado facilmente pela enxurrada para as profundezas do rio Tocantins, mas na floresta Xandoré o Deus Tupã ainda não estava satisfeito e resolveu transformá-lo aplicando-lhe um castigo severo, transformando o jovem guerreiro em um peixe avermelhado, de grandes escamas e cabeça chata. É este peixe Pirarucu que habita os rios da Amazônia.





COMADRE FULOZINHA :
A Comadre pode assustar quem esteja andando a cavalo na mata sem lhe deixar uma oferenda. Ela amarra o rabo e a crina do animal de tal forma que ninguém consegue desatar os nós. A ela também são atribuídos "causos" semelhantes contados pelos anciãos das regiões rurais, onde os rabos dos cavalos no estábulo amanhecem amarrados da mesma maneira.






LENDA DA MANDIOCA :
De acordo com a lenda, uma índia tupi deu à luz a uma indiazinha e a chamou de Mani. A menina era linda e tinha a pele bem branca. Vivia feliz brincando pela tribo. Toda tribo amava muito Mani, pois ela sempre transmitia muita felicidade por onde passava.
Porém, um dia Mani ficou doente e toda tribo ficou preocupada e triste. O pajé foi chamado e fez vários rituais de cura e rezas para salvar a querida indiazinha. Porém, nada adiantou e a menina morreu.
Os pais de Mani resolveram enterrar o corpo da menina dentro da própria oca, pois esta era a tradição e o costume cultural do povo indígena tupi. Os pais regaram o local, onde a menina tinha sido enterrada, com água e muitas lágrimas.
Depois de alguns dias da morte de Mani, nasceu dentro da oca uma planta cuja raiz era marrom por fora, e bem branquinha por dentro (da cor de Mani). 
Os índios passaram a usar a raiz da nova planta para fazer farinha e uma bebida (cauim). Ela ganhou o nome de mandioca, ou seja, uma junção de Mani (nome da indiazinha morta) e oca (habitação indígena). 








BOTO-COR-DE-ROSA :
Ele usa um chapéu branco para encobrir o rosto e disfarçar o nariz grande. Nas festas, com seu jeito galanteador e falante, o boto dança, bebe, se comporta como um rapaz normal e aproxima-se das jovens solteiras, seduzindo-as. Logo após, consegue convencer as mulheres para um passeio no fundo do rio, local onde costuma engravidá-las. Na manhã seguinte volta a se transformar no boto, pois o seu encantamento só acontece à noite.





UIRAPURU :
A lenda do Uirapuru é a lenda de um pássaro especial, pois dizem que ele é mágico, quem o encontra pode ter um desejo especial realizado.
O Uirapuru é um símbolo de felicidade.
Diz a lenda que um jovem guerreiro apaixonou-se pela filha do grande cacique.
Por se tratar de um amor proibido não poderia se aproximar dela. Sendo assim, pediu ao deus Tupã que o transformasse em um pássaro. Tupã transformou-o em um pássaro, com um lindo canto.
O cacique foi quem logo observou o canto maravilhoso daquele pássaro. Ficou tão fascinado que passou a perseguir o pássaro para aprisioná-lo e ter seu canto só para ele.
Na ânsia de capturar o pássaro, o cacique se perdeu na floresta.
Todas as noites o Uirapuru canta para a sua amada. Tem esperança que um dia ela descubra o seu canto e saiba que ele é o jovem guerreiro.






COBRA NORATO :
Segundo a lenda, uma índia ficou grávida de um boto e deu à luz duas cobras, que chamou de Norato e Maria. Essas cobras eram seres encantados.
Os gêmeos foram deixados no rio Tocantins e lá se criaram. Só saíam da água no meio da manhã, para tomar sol. A população que costumava ver aquelas cobras passou a chamá-las de Cobra Norato e Maria Caninana.
Cobra Norato era bom; salvava quem estava se afogando e ajudava os barqueiros e pescadores em perigo. Caninana era o oposto: atacava as pessoas. Norato costumava visitar a mãe e frequentar os bailes da cidade, pois adorava dançar. Nesses dias, saía da água, deixava a pele de cobra na margem e se transformava em homem. No fim da noite, punha a pele de cobra e voltava para o rio.
Norato queria se desencantar, para se tornar homem de vez. Deu a receita para quebrar o encanto a diversos amigos, mas nenhum deles teve coragem de ir até o fim. Finalmente, um soldado conseguiu desencantá-lo. 





CAVALO INVISÍVEL :
Segundo a lenda do cavalo invisível, no tempo da quaresma, período do ano litúrgico que antecede a Páscoa cristã, os fiéis se preparam para a celebração da festa pascal, que comemora a ressurreição e a vitória de Cristo depois dos seus sofrimentos e morte, conforme narrados nos Evangelhos. Porém, existem muitos do povo que não obedecem, ou não ligam para essas tradições, que vão da abstinência de carne, mortificações, caridade e orações até o jejum. Para esses, a lenda narra que tarde da noite passa galopando um cavalo em disparada perto da janela do quarto onde dorme o descrente. Embora muitos por anos venham a narrar esse fenômeno, por mais rápido que o alguém tenha aberto a janela, ou saltado para a rua, nunca ninguém o viu o tão misterioso cavalo, somente rastros misteriosos deixados no solo. Contam os mais sábios, que nunca ninguém viu o cavalo pelo motivo dele ser invisível, sendo ele um recado de Deus para respeitar os sofrimentos do seu filho Jesus Cristo.



SACI-PERERÊ :
O Saci-pererê está sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho. Surge como um menino que possui apenas uma perna e apronta traquinagens.




ANHANGÁ :
Diz a lenda que o Anhangá punia caçadores que maltratavam os animais e a floresta. Os invasores podiam levar pauladas invisíveis, chifradas e coices, ou cair no encanto de ilusões mágicas, perdendo-se na mata ou coisa pior. Mas era possível oferecer aguardente ou fumo de rolo ao Anhangá, pedindo sua proteção. Queimar castanhas de caju e fazer cruzes com madeiras da própria floresta também o afastavam.






BRADADOR : 
O Bradador é uma alma penada que vive nos campos da região centro-sul do Brasil.
Diz a lenda que o Bradador foi enterrado, mas como não havia pagado todos os seus pecados, a terra o devolveu.
Assim, a múmia, ou este espírito que habita um corpo seco, sai vagando pelos matos todas as sextas-feiras, após a meia-noite.




LABATUT :
Monstro Labatut é uma entidade mística do folclore do sertão nordestino do Brasil. Conhecido na região da Chapada do Apodi, na divisa entre o Ceará e o Rio Grande do Norte, o Monstro Labatut tem forma humana, de origem europeia com elementos indígenas. Seus pés são redondos, suas mãos são compridas, os cabelos são longos e assanhados e seu corpo é cabeludo, tendo só um olho na testa e seus dentes são como os do elefante.







ENCANTADAS :
Na Praia das Conchas, ao sul da Ilha do Mel, na gruta das Encantadas, viviam lindas mulheres que bailavam e cantavam ao nascer do Sol e ao crepúsculo. Dizem que o canto delas era inebriante, dormente e perigoso para qualquer mortal. Se um pescador as escutasse, por certo perderia o rumo de sua embarcação, indo bater nas rochas e naufragar.






BICHO-PAPÃO :
O bicho-papão é mais um personagem do folclore brasileiro. É um personagem fictício das lendas do folclore, usado para colocar medo nas crianças mal-educadas e que desobedecem aos seus pais.
O conjunto de lendas e mitos que formam o folclore brasileiro são passados de geração em geração. As estórias geralmente são frutos da imaginação dos povos. Algumas foram inventadas com o objetivo de ensinar alguma coisa ou transmitir alguma mensagem. Outras foram feitas somente com a intenção de assustar as crianças, como acontece na lenda do bicho-papão.





DIABINHO DA GARRAFA :
Ele é fruto de um pacto com o diabo que os humanos fazem para conquistar riqueza. Como sempre, o satanás faz um pedido em troca do dinheiro em abundância: a alma daquele que faz o pacto.
Para o pacto ser firmado, não é necessário sangue. A pessoa deve conseguir um ovo, que dele nascerá um diabinho de aproximadamente 15 centímetros. Não é um simples ovo de galinha. Este é fecundado pelo próprio diabo.
Para conseguir tal ovo, a pessoa deve procurá-lo durante o período da quaresma. Na primeira sexta-feira após conseguir o ovo, a pessoa vai até uma encruzilhada, à meia-noite, com o ovo debaixo do braço esquerdo. Após passar o horário, retorna para casa e deita-se na cama. No fim de 40 dias, aproximadamente, o ovo é chocado e nascerá o diabinho.





JOÃO-DE-BARRO :
A Lenda do João-de-barro, que tem origem na região Sul, revela a origem dessa espécie de ave, conhecida pelo ninho que faz parecido com um forno de barro.
Segundo a lenda, um índio pediu a mão da índia mais bonita da tribo em casamento. O pai da moça exigiu uma prova do amor do rapaz, ao que ele disse que ficaria nove dias em jejum.
Assim, para impedir que o índio comesse ou bebesse, ele foi amarrado num couro, tendo sido desenrolado nove dias depois.





QUIBUNGO :
Trata-se de uma variação do Tutu e da Cuca, cuja principal função era disciplinar pelo medo as crianças rebeldes e relutantes em dormir cedo.
O Quibungo faz parte dos contos romanceados, sempre com um episódio trágico ou feliz mas sem data que o localize no tempo. É um Velho do Saco para os meninos, um temível devorador de crianças, especialmente as desobedientes. Sem dúvida, um meio eficaz de cobrar disciplina pela imposição do pavor.






GORJALA :
Ele costuma ocultar-se nas serras e nos penhascos cobertos de fraturas e escarpas, pois adora, nos seus momentos de ação, empreender longas caminhadas sobre os abismos e os precipícios, vencendo-os em largas passadas, como se nada fossem.
Espécie de guardião ancestral das florestas, tem função similar da maioria dos seus colegas de ofício, que é a de perseguir até a morte os invasores dos seus verdes domínios.
Tal como o Mapinguari, o Gorjala tem o hábito horripilante de enfiar a sua presa debaixo do sovaco e ir comendo-a aos pedacinhos.






BOI VAQUIM :
Trata-se de um ser fabuloso do Rio Grande do Sul, descrito pelo historiador Contreira Rodrigues. É um boi com asas e guampas de ouro, mete medo aos campeiros, porque chispa fogo pelas pontas das guampas e tem olhos de diamante.
É preciso muita coragem para laçá-lo, braço forte, cavalo bom de pata e de rédeas.






ANJO-CORREDOR :
No estado de Alagoas, o anjo-corredor é um homem andarilho que leva um cajado e caminha sem nunca parar. Bate nas cancelas dos engenhos. Ao ouvir suas batidas, as crianças fogem apavoradas e as mães de família fecham as portas de casa.




ALMA-DE-GATO :
Uma ave que quando canta se diz que existe a alma de um gato por perto.






CABRA CABRIOLA :
A lenda conta que a Cabra Cabriola era um animal monstruoso que comia crianças travessas. Ela invadia casas para pegar e comer as crianças que não obedeciam os pais. De acordo com a lenda no Brasil, ela cantava este verso:
"Eu sou a Cabra Cabriola
Que como meninos aos pares
Também comerei a vós
Uns carochinhos de nada".
No Brasil quem contava a lenda dizia que quando uma criança começa a chorar de repente, a Cabra Cabriola estava fazendo outra vítima. Quando isso acontecia, as pessoas começavam a rezar.





PAI DO MATO :
À noite, quem passa na mata ouve também a sua risada. Engole gente. Bala e faca não o matam, é trabalho perdido. Só se acertar numa roda que ele tem em volta do umbigo. Em alguns “reisados”, aparece uma figura representando o entremeio do pai do mato, sob a forma de um sujeito feio, de cabelos grandes. É comum a expressão entre as mães de família, a propósito dos filhos que estão com cabelos grandes, sem cortar:
 “Você quer virar pai do mato, menino?”








CHIBAMBA :
Fantasma que faz parte do ciclo das assombrações criadas para assustar crianças, para fazer parte dos seus pesadelos noturnos. Amedronta as crianças que choram, as teimosas e as malcriadas, e também aquelas que insistem em não querer ir dormir cedo.




LENDA DO AÇAÍ :
Conta a Lenda que há muito tempo, quando ainda não existia a cidade de Belém, vivia neste local uma tribo indígena muito grande.
Como os alimentos eram insuficientes, tornava-se muito difícil conseguir comida para todos os índios da tribo. Então o cacique Itaki tomou uma decisão muito cruel. Resolveu que a partir daquele dia todas as crianças que nascessem seriam sacrificadas para evitar o aumento populacional de sua tribo.
Até que um dia a filha do cacique, chamada Iaçã, deu à luz uma bonita menina, que também teve de ser sacrificada. Iaçã ficou desesperada, chorava todas as noites de saudades de sua filhinha. Ficou por vários dias enclausurada em sua tenda e pediu a Tupã que mostrasse ao seu pai outra maneira de ajudar seu povo, sem o sacrifício das crianças. Certa noite de lua, Iaçã ouviu um choro de criança. [...]





IARA : 
A Iara é uma sereia que faz parte do folclore brasileiro, sendo conhecida por sua grande beleza, voz encantadora e riquezas. Ela é parte mulher e parte peixe e é conhecida por seduzir homens que estão nas margens dos rios, levando-os para debaixo d’água.






COTALUNA :
Iara não é a única sereia do folclore brasileiro, Cotaluna é o fantasma do rio Gramame, em João Pessoa, que pelo inverno é uma sereia, meio mulher, meio peixe, sem cantar, mas arrebatando os descuidados banhistas e mutilando-os. No verão é vista como uma mulher inteira, branca, bonita, cabelos negros, olhos sedutores.
Com aparições raras no dorso da água clara e fina do Gramame. Seu encanto é imediato, físico. Embriaga os sentidos e o desejo da posse explica a loucura que fere seus namorados.
Há quem volte dos braços frios dessa aparição, mas volta sem memória e sem vontade, deixando a própria alma nos lábios da criatura. Seu preço é a inteira vida mental do namorado.





GUAYARA E KUNHÃGUERA :
Guayara e Kunhãguera são duas irmãs sereias muito citadas em lendas dentro e fora do eixo Amazônico, a lenda varia de estado para estado. Onde na maioria das vezes são dita que uma é boa e a outra é má. Na maioria dos contos elas sempre estão juntas, porém possuem contas sem a outra envolvida.  






SALAMANCA DO JARAU :
Conta a lenda que vivia em uma pequena cidade de nome São Tomé, no Rio Grande de Sul, fronteira do Brasil com o Uruguai, um humilde sacristão. Servindo aos santos padres na igreja local, seu lazer resumia-se à contemplação preguiçosa do movimento das águas do pequeno rio existente nas proximidades.
Em um desses momentos de descanso, em que tudo parece igual e o tempo se consome na rotina por vezes insuportável, o sacristão notou algo diferente acontecendo nas águas do rio. Um borbulho, a princípio quase imperceptível, mas que foi aumentando até parecer que a água do rio estava fervendo. [...]





CABEÇA DE CUIA :
A lenda do Cabeça de Cuia trata-se da história de Crispim, um jovem garoto que morava nas margens do rio Parnaíba e de família muito pobre.
Conta a lenda que certo dia, chegando para almoço, sua mãe lhe serviu, como de costume, uma sopa rala, com ossos, já que faltava carne na sua casa frequentemente.
Nesse dia ele se revoltou, e no meio da discussão com sua mãe, atirou o osso contra ela, atingindo-a na cabeça e matando-a. Antes de morrer sua mãe lhe amaldiçoou a ficar vagando no rio e com a cabeça enorme no formato de uma cuia, que vagaria dia e noite e só se libertaria da maldição após devorar sete virgens, de nome Maria. Com a maldição, Crispim enlouquecera, numa mistura de medo e ódio, e correu ao rio Parnaíba, onde se afogou.







CUMACANGA :
Cumacanga ou curacanga é uma personagem do folclore brasileiro.
A Cumacanga é sempre a concubina de um padre ou a sétima filha do seu amor sacrílego. O corpo fica em casa e a cabeça, sai, sozinha, durante a noite de sexta-feira, e voa pelos ares como um globo de fogo.




SANGUANEL :
Nos pinheiros e araucárias da Região Sul, frequentemente se vê um ser pequenino e vermelho. Os gaúchos dizem que, à noite, o Sanguanel rouba crianças pequenas e só devolve quando recebe oferenda de água e mel.






BESTA-FERA :
Também se diz que a besta-fera é uma versão brasileira do centauro, e é muitas vezes empregada em sentido figurado para se referir a alguém que é extremamente irritado. Segundo a lenda, acredita-se que ele é o próprio Diabo, que sai do Inferno em noites de lua cheia para colocar o "sinal da besta" nas pessoas, estas, diz a lenda, estão marcadas para ir para o Inferno. Ela fazia várias vítimas, principalmente em florestas ou bosques pouco frequentados.
A besta-fera tem o corpo de cavalo e o dorso humano. Ela corre pelas áreas florestadas até encontrar uma flor vermelha, coberta de sangue na qual desaparece. 




VIRA-ROUPAS :
É um personagem esperto e rápido que tem como passatempo incomodar àqueles que lavam roupa em áreas externas. Para isso, ele vira as roupas do avesso, mancha as roupas brancas e coloca areia no bolso das calças.





LOBISOMEM :
O Lobisomem está muito presente no folclore brasileiro e latino-americano, mas dependendo da região do país, a lenda pode sofrer alterações.
Em alguns locais, acredita-se que o Lobisomem somente se transforma numa encruzilhada nas noites de sexta-feira e, ao amanhecer, retorna à encruzilhada para se transformar em homem novamente.
Há crenças em que o Lobisomem corresponde ao sétimo filho de um casal cujos anteriores sejam todos mulheres. Quando isso acontece, acredita-se que o menino se tornará um Lobisomem a partir da puberdade.





LENDA DA AMOROSA :
A lenda da Amorosa é uma lenda original do Rio de Janeiro, mais especificamente de Conceição de Macabu, que conta a história de dois índios, Ipojucam e Jandira. Os dois índios apaixonaram-se, ficaram noivos e na véspera do casamento, Ipojucam ofereceu uma grande caça a Tupã, divindade indígena, para que a cerimônia fosse abençoada.







BICHO-HOMEM :
Diz a lenda que o bicho-homem está presente em várias regiões do Brasil, onde a sua figura, com pequenas variações, é descrita como sendo a de uma criatura alta, quase um gigante, com um olho só no meio da testa, também um só pé redondo e enorme, que quando caminha vai deixando pelo chão pegadas redondas. Os dedos de suas mãos são compridos e disformes, as unhas longas e afiadas, e os gritos que costuma emitir assombram os moradores da região onde habitualmente ele se oculta. Quem já o viu diz que ele é muito grande, forte, e extremamente feroz.






VAQUEIRO MISTERIOSO :
Esta lenda é relatada por muitos vaqueiros, onde o Vaqueiro Misterioso sempre aparece para participar das competições de derrubada de boi, corrida de argolinha, entre outras competições de montaria.
Ele sempre é descrito como um vaqueiro velho, malvestido, com um cavalo fraco e velho, participa e ganha todas as competições e quando alguém procura por ele para saber de onde ele veio, ele acaba sumindo sem deixar nenhuma pista.




PORCA DOS SETE LEITÕES :
Nas cidades próximas à fronteira entre São Paulo e Minas, homens que saem por aí altas horas da noite podem começar a ouvir roncos o acompanhando. Quando resolvem olhar para trás, veem rapidamente o vulto de uma enorme porca acompanhada de sete filhotes.
A Porca dos Sete Leitões é uma visagem que costuma rondar as ruas em busca de vítimas para atormentar. Entretanto, não é considerada maligna nem por paulistas nem por mineiros, e desperta até certo carinho de donas de casa, isso porque a porca persegue os maridos que estão na rua à noite, planejando trair as esposas. Quando encontra com um desses homens, passa a segui-lo, com ela e os filhotes roncando e grunhindo alto. A vítima não pode fazer nada, pois sempre que tentar se virar para reagir, a criatura desaparece, grunhindo de novo assim que o homem voltar a dar as costas.






CUPENDIEPES :
Os cupendiepes quando voavam pelo céu formavam um espetáculo de sombras e luzes geradas pelo reflexo da luz do sol na lua e da luz da lua no machado de meia lua que os cupendiepes carregavam consigo, simbolizando a morte. O machado de meia lua faz dos cupendiepes a Personificação da Morte no Brasil. A entidade da morte no Brasil é chamada de cupendiepe, e é uma nação de índios alados que carregam machados de meia lua consigo e vivem a ceifar as vidas das plantas, dos animais e dos homens no lugar, mantendo o equilíbrio entre a vida e a morte. De acordo com o folclore da tribo Apinajé, os Cupendiepes (ou Kupen-Dyep) eram uma tribo de índios com asas de morcego. Eles habitavam no sertão de São Vicente, próximo ao rio Araguaia, em uma caverna num local conhecido como a "rocha do Morcego".





TUTU MARAMBÁ :
Tutu Marambá, Tutu ou Bicho-Tutu é um monstro fantasma semelhante ao Bicho-Papão. Geralmente aparece em cantigas folclóricas. Muitas vezes ele é dito como Irmão do Bicho-Papão e do Boi da Cara Preta, o Tutu Marambá é uma criatura toda negra no formato de uma sombra muito escura, sem ter, porém, forma discernível alguma. Segundo Câmara Cascudo, provém do termo africano Quitutu que significa ogro ou papão. 




PRINCESA ENCANTADA DE JERICOACOARA :
É um Mito Nordestindo do Estado do Ceará. Sobre uma linda princesa, cujo corpo foi transformado em uma serpente com escamas de ouro por um feiticeiro. Alguns cordéis afirmam que ela fica assim sempre, outros que apenas por doze horas. Apenas seu rosto e seus pés se mantiveram a salvo do terrível feiticeiro, segundo diversas versões do conto. Em alguns é dito que foi um feiticeiro, em outros que foi uma bruxa. 






TUIUIÚ :
As aves sempre foram alimentadas por um casal de índios que, após a morte, foi enterrado no local onde costumava alimentá-las. Os tuiuiús, em busca de alimentos, ficam sobre o monte de terra que cobria os corpos do casal, esperando que de lá saíssem algumas migalhas para alimentá-los. Como isso não ocorreu, ficavam cada vez mais tristes, olhando em direção ao chão. É por esse motivo que os tuiuiús parecem estar sempre tristes, olhando em direção ao solo.







SINHOZINHO :
Na região de Bonito, tem o mito do Sinhozinho, um frei que andou pregando ensinamentos religiosos pela região nos anos 30. Pequenino, mudo, benzia, curava e se comunicava, mesmo sem dispor de voz. Desapareceu sem deixar vestígios, mas sua presença foi marcada pelas obras que fez, pelas cruzes e capela que construiu.




BARBA RUIVA :
Barba Ruiva é um homem encantado, que vive na lagoa de Paranaguá, ao sul do Piauí. É alvo, de estatura regular, cabelos avermelhados. Quando sai da água mostra as barbas, as unhas e os peitos cobertos de lodo e limo. 
Muita gente o viu e tem visto. Foge dos homens e procura as mulheres que vão bater roupa. Agarra-as só para abraçar e beijar. Depois, corre e pula na lagoa, desaparecendo. Nenhuma mulher bate roupa ou toma banho sozinha, com medo do barba ruiva. 





CEIUCI, A VELHA GULOSA :
Ceiuci, também chamada de velha gulosa é uma fada do folclore indígena-brasileiro que vive perseguida por uma fome bestial.
A lenda conta que Ceiuci estava pescando em rio quando viu a sombra de um homem dentro da água, quando lançou a rede nada pegou, o rapaz gargalhou e a velha ordenou as vespas com seus poderes atacarem o rapaz, mas este quebrou um galho de uma árvore e as espantou. A fada malvada ordenou então as formigas tocandiras, e o moço não podendo se livrar mergulhou no rio, em seguida Ceiuci o capturou com a tarrafa e levou-o para sua casa.
A velha gulosa deixou o moço no terreiro enrolado na tarrafa enquanto foi buscar lenha para fazer o fogo, para poder assá-lo e depois tentar saciar sua fome. 






DRAGÃO DE GUABIRUBA :
Dragão de Guabiruba é Uma das mais famosas lendas do município, nasceu na região montanhosa do Lageado Alto: o dragão voador de Guabiruba. A primeira aparição da criatura se deu em meados de 1982. Depois disso não se sabe ao certo se o dragão apareceu novamente. 
Uns contam histórias assustadoras, outros são mais cautelosos ao falar sobre o assunto e preferem contar apenas o que ouviram. No meio de crentes e descrentes, estão os mais engraçados, que não perdem tempo e muito menos a piada. Daí a lenda do dragão ganha mais uma versão e continua sobrevoando Guabiruba. 





FEITICEIRO SUPI :
Feiticeiro Supi é um personagem que aparece em várias lendas, mitos e contos com personagens indígenas, ele é descrito como um guerreiro e feiticeiro muito jovem, que apesar da pouca idade sabe os melhores feitiços, ligações astrais e modalidades de combate jamais vistas. Sendo as suas maiores especialidades as lutas usando os elementos da natureza, em boa parte dela usando um tipo de mistura dos quatros elementos da natureza. As histórias mais conhecida em que ele aparece são as referentes a Piripirioca, aonde ao ver desesperos de varias índias, ele resolve ajuda-lá a pegar o tão belo e travesso rapaz. 







MANDRUVÁ :
Reza a lenda que uma jovem foi ao quintal da sua casa e como sempre fazia, ela se deitou no gramado, mas neste dia ela viu um mandruvá e se encantou com suas cores, formas e seus movimentos e o bicho também parecia ter se encantado com ela. Os dois ficaram muito tempo se olhando até que ela sentiu-se hipnotizada, se cansou e adormeceu. A partir daquele dia ela começou a sentir um estranho mal-estar e sua barriga cresceu, como se estivesse grávida e ainda teve de aguentar os xingamentos da mãe, que acusava a pobre menina de ter “comido o doce antes da festa”, porém ela jurava que não aconteceu nada e como podia acontecer se nem namorado ela tinha! 
Mais alguns dias se passaram e a garota deu desejo de tomar um copo de leite, a mãe esbravejando foi buscar o leite, mas a garota sentia fortes dores, então se deitou e deixou o copo de leite próximo da cama, para tomar mais tarde, mas para seu desespero ela sentiu alguma coisa se mexendo dentro dela e saindo do meio das suas pernas, então ela viu alguns  mandruvás saírem da sua barriga e seguir rumo ao copo de leite. 






ONÇA CELESTE :
Onça Celeste, cujo nome real é Charía, mas também é conhecida como Anhá. É uma criatura Mitológica do Folclore Tupi-Guarani, semelhante a uma onça. Muitas vezes ela é representada por um jaguar azul, para tupi-guaranis ela é a responsável pelos eclipses solares e lunares. Por estar sempre atacando Guaraci e Jaci, ela costuma atacar bem mais Jaci que Guaraci. Às vezes ela assume a forma de uma cabocla indígena com penas com tons semelhante à pelagem de uma onça.




ABAÇAÍ :
Abaçaí é um espírito mal que habita as florestas e convida a dançar, cantar e fazer festa. Habita os ermos das florestas e possui o indígena que se aparta de seu grupo, deixando-o em transe arrebatado, fora de si.



PIRIPIRIOCA :
Essa lenda conta a história de um homem muito cheiroso que encantou as índias de uma tribo. Elas queriam conquistá-lo, mas ele ainda não estava preparado para o amor. Dessa forma, elas esperaram que ele retornasse, mas apenas o seu cheiro permaneceu no vento. Cansadas da espera, quando um jovem feiticeiro chamado Supi chegou na aldeia, ele as informou que se o cabelo delas tocasse Pirapari (o homem cheiroso), ele ficaria preso. Assim, no dia marcado, Supi pescou um peixe e o enterrou na areia. Quando as índias deram por si, o peixe virara Pirapari. O feiticeiro disse que se elas o tocassem, a alma dele despertaria e permaneceria no céu. As índias, cansadas de esperar, o tocaram. Quando elas fizeram isso, um vento muito forte soprou e as moças caíram em sono profundo. Quando elas acordaram, no lugar do peixe jazia uma planta de cheiro encantador, a qual foi chamada de Piripirioca.




AGAÚ :
Agaú ou Espírito Agaú, Entidade imaginária, gigante fantasma presente no auto do Reis de Boi, que ocorre em localidades do estado do Espírito Santo durante o ciclo natalino. dizem que ele é um dos três espiritos de natal.




CURUPIRA :
O Curupira é uma entidade da floresta que agride caçadores ou os confunde, impedindo-os de caçar ou levando-os a se perderem e acidentarem. 




CAIPORA :
A Caipora, também chamada de “Caipora do Mato”, é uma figura do folclore brasileiro, considerada a protetora dos animais e guardiã das florestas.





LENDA DA JANDAIA :
Dizem que há muitos anos, uma menina de olhos da cor de pinhão e cabelos dourados como espigas de milho vagava pelos pinheirais sem saber de onde veio, aguardando o dia em que encontraria um companheiro, caçador e forte na guerra, que seria enviado pelo deus Tupã.







ANDURÁ :
Andurá é uma árvore fantástica que, à noite, se inflama subitamente. Possui todos os poderes relacionados ao fogo. Ela é uma árvore mística que, sempre está parecendo bastante com a forma através da qual o deus judaico-cristão se comunica com seus profetas. 




ANGOERA :
Angoera foi um índio guarani, de porte atlético, muito valente e corajoso. Era, no entanto, sisudo, tristonho e taciturno. Serviu como guia para os padres missioneiros ao virem do Uruguai. Mostrou-lhes os melhores sítios e auxiliou-os na construção de todas as igrejas dos Sete Povos das Missões. Os jesuítas o batizaram com o nome de Generoso. Após o batismo, seu temperamento mudou totalmente, tornando-se alegre, folgazão, doido por cantos e danças. 








BICHO DE PALHA :
Bicho de Palha é um ser que aparece em diversos contos, mitos e fábulas do folclore brasileiro. Um dos seus contos mais conhecidos, é semelhante a história da Cinderela. Contam que um homem muito rico enviuvou e casou novamente, tendo uma filha, Maria, que se punha mocinha e que era linda. A madrasta antipatizou logo com a enteada e se tomou de ódio quando teve uma filha e esta era relativamente feia, comparada com Maria.
O homem possuía propriedades espalhadas e vivia viajando, dirigindo seus negócios. Durava pouco tempo em casa e nesses momentos, Maria passava melhor. Na ausência do pai a madrasta obrigava-a aos serviços mais rudes e pesados, alimentando-a do que havia de pior e em quantidades insignificantes.
A vida ficou insuportável para a moça que se consolava rezando e chorando. No caminho do rio onde ia lavar roupa, encontrava sempre uma velhinha de feições serenas e muito boa. Maria acabou contando seus sofrimentos e o silêncio para não magoar o pai. A velhinha animava-a com palavras cheias de doçura. Como a madrasta fosse se tornando mais violenta e brutal, a enteada resolveu abandonar a casa e ir procurar trabalho longe daquele inferno.








BATATÃO :
O Batatão é uma bola de fogo gigante que muitas vezes aparece no formato de uma batata, que é evocada ao pronunciar o seu nome três vezes na beira do mar ou em um rio. Às vezes, sua aparição é espontânea. Existem várias versões do mito, alguns acreditam até que ele possa virar um homem de altura média. Uma das várias versões de paraíba conta que trata-se da alma de um pescador que morreu subtamente enquanto caminhava fumando na praia. Uma de suas variantes conta que ele morreu em sua canoa, pescando sozinho, e acabou queimado pelo fogo do candieiro. 








BOCA DE OURO :
Boca de Ouro é um ser misterioso que, sob as vestes de boêmio, esconde um misto de zumbi, fantasma e demônio. É uma assombração cujas primeiras aparições datam do início do século 20.  Ele aborda caminhantes solitários que vagam pelas ruas desertas e sempre pede fogo a esses desavisados – gente que sai de festa ou de barezinhos da moda do Bairro do Recife, por exemplo. Tendo ou não fósforo (ou isqueiro) para oferecer, a vítima toma um grande susto quando percebe que boêmio misterioso tem a cara carcomida de um cadáver apodrecido e exala um forte cheiro de enxofre. 





BOI DE CONCHAS :
Boi de Conchas é um mito folclórico sobre um boi aquático feito de conchas. É uma história que nasceu em São Luís do Paraitinga, e era chamado Ratambufe. Seu dono na época, prometeu ao bezerro que um dia o levaria para conhecer o mar, já que havia nascido no dia 29 de Junho, dia de São Pedro Pescador.  
Na cidade de Ubatuba, existe diversos músicos que gostam de tocar próximos do mar. Podem receber a visita de um boi encantado, completamente branco e coberto de conchas, que surge das águas.   



BUZUI PULEU :
Buzui Puleu ou Cobra Azul de Fogo Azul várias vezes chamado de Beodel é um conto que se passa no Brás, bairro da cidade de São Paulo. Assim como diversos personagens do folclore de origem asiática. Surgiu entre o final da década de 1950 e início da 1960, tem uma ligação com a imigração coreana para o Brasil. Dizem que ele tem poderes de cura quando seu fogo azul entra em contato com qualquer base de gelo. Algumas variações desse conto dizem que seu fogo quando muda para cor lilás, ela pode curar recorrentemente. É dito que suas presas são capazes de se transformar em espadas. O conto relata que um homem imigrante vindo da Coreia do Sul entre os anos de 1959 e meados de 1964, tinha poderes de fogo, com uma áurea de cor azul, e que geralmente 1 hora da madrugada, ele se transformava numa cobra também de cor azul que às vezes varia para lilás, sua aparência algumas vezes eram bem humanoides com seu corpo completamente coberto pelo fogo. Dizem que ele não era mau, trazia sorte aos que chegavam próximo a ele, independente dessa pessoa ser má ou boa. Todavia se a pessoa má, tivesse um passado de cruedade ela no fim da vida ficava coberta por diversas feridas. Segundo o livro Lendas de Asiáticos do Folclore Brasileiro, é dito que ele parece como um rapaz asiático coreano em sua forma humana. Nessa forma ele já apareceu diversas vezes com e sem as sobrancelhas, com escamas no local. Os seus poderes também costumam variar também conforme a sua temperatura.






CAAMANHA :
A Caamanha ou Mãe do mato é um mito do Pará. Nos acampamentos dentro das matas, os trabalhadores, ao se encaminharem para o serviço, desatam as redes ou desarmam as camas, com medo de que a Mãe do mato, protetora dos animais fabulosos, venha colocar em cada leito algum graveto de madeira, como sinal de que possa fazer o efeito de morfina, prostrando em sono profundo o incauto que ali se deitar, predispondo-o a ser devorado por esses animais. 





CACHORRA DA PALMEIRA :
Era uma jovem, filha de um coronel. Linda e bem-educada, residia na cidade de Palmeira dos Índios. Tinha uma cachorrinha de estimação, que criava desde novinha. No dia da morte do padre Cícero Romão, a cachorra adoeceu e também morreu. Muito triste e chorosa, a moça preparou-lhe um velório com vela e sentinela.
Algum tempo depois, estava ela em uma loja, comprando vestidos e perfumes, quando entrou uma senhora procurando por tecido preto, para luto. Ao saber que se tratava de uma devota do padre Cícero Romão, a moça riu e sugeriu que era melhor que a devota pusesse luto para a sua cachorrinha. No mesmo instante, começou a se transformar em uma cachorra, latindo, uivando e correndo em disparada. Contam que os pais morreram de desgosto. Um irmão a pegou e trancou em uma jaula, onde vive sua maldição.









CANAIMÉ :
Canaimé é um ser muito temido pelos índios de Roraima e ataca quem faz mal para a natureza. Canaimé não possui cabeça, tem olhos na barriga e fica invisível para atormentar os inimigos que invadem o seu território. Canaimé habita na montanha Tupuy juntamente com espíritos do mal, animais gigantes, como cobra grande e o grande deus do mal, Makunaima. 






MÃOZINHA-PRETA :
É uma estranha criatura, trata-se de uma mão peluda e preta que assombra as pessoas de acordo com os relatos, ela não possui personalidade definida, pois em alguns casos suas aparições foram úteis. Em outros casos, a mãozinha-preta causou transtornos, não há motivos evidentes para que essa criatura apareça para determinada pessoa ou em determinado lugar, às vezes pode ajudar em serviços domésticos, mas quando é ofendida, a mãozinha-preta persegue, puxa, belisca e até enforca suas vítimas. 






CANHAMBORA :
Um tipo de assombração dos escravos mortos à pancadas. Pode ser bicho, metade homem e metade cavalo, que agride caçadores. Tem, por vezes, cabelos compridos até os pés. Ressuscita animais mortos e mata os homens. 





CARAMURU :
Caramuru é a divindade masculina que é citada tanto na forma de um grande dragão, como na forma de uma serpente gigante; Vive nas ondas revoltas do oceano, assim podendo ser bom, quando o mar estava calmo ou cruel caso o mar estava revolto. 






CARNEIRO MÁGICO :
Carneiro Mágico é um Carneiro gigantesco com uma estrela brilhante na testa, que aparece em Passagem de Santo Antônio, no Maranhão, fronteira do Piauí, às margens do rio Parnaíba. Sua presença sinaliza ouro e riquezas enterradas.



CARUARA :
Caruara é um Duende invisível, que pode ficar visível sempre que puder. Ele é um bicho fantástico amazônico. “Um bicho que inspira muito medo, é o que descreve, à semelhança do bicho-de-pau que aparece nos quintais e capoeiras. Chamam de caruara. Como os outros, possui também mãe. É extremamente perigoso para as mulheres menstruadas, que, nessa condição, evitam andar pelo quintal ou atravessar as trilhas que dão nas roças ou nos caminhos para apanhar água. O cheiro da mulher nesse estado, afirma-se, que atrai o caruara, ou a mãe do caruara, que flecha a vítima. 






CAVALO BRANCO : 
Cavalo Branco é um fogoso cavalo branco que em noites enluaradas é visto a pastar as relvas marginais do Valo Branco, em Iguape. As mães sempre advertem suas filhas para não passarem pelas relvas marginais do Valo Grande porque o Cavalo Branco, ao ver uma moça virgem, faz com que ela caia naquelas águas e depois desaparece com ela. Quando novamente há lua cheia ele volta para buscar outra moça para viver com ele no fundo do Valo Branco. A figura do cavalo aparece em diversas canções brasileiras, sendo as sertanejas o lugar mais comum de ver e ouvir.





CAVALO DE TRÊS PÉS :
É um animal que aparece nas encruzilhadas de estradas desertas durante a noite, correndo, dando coices e voando. Não tem cabeça e uma das patas dianteiras, mas possui asas. Quem pisar em suas pegadas será bastante infeliz. Existe também o Cavalo Fantasma, que ninguém vê, mas o sente pelas passadas firmes e por uma luz clara que ele emana. Segundo a lenda, costuma passear por algumas ruas de Angra dos Reis no estado do Rio de Janeiro.






CRAMONDONGUE :
Assombração que ocorre nos sertões de Minas Gerais e Bahia. 
É um carro de boi que roda pelas estradas de terra, a toda velocidade, sem os bois. Quem o avistar deve procurar abrigo no meio das matas. 






CRUVIANA :
É um ser na forma de uma mulher com a capacidade de manipular e moldar os ventos, o ar, a brisa e o oxigênio. Muitos contos e cordéis, a coloca como uma patrulhadora dos ventos em todas as regiões do Brasil. Sendo Norte e Nordeste as regiões onde ela mais mantém com a sua vigilância. 






DOM MARACUJÁ :
Dom Maracujá é um monstro que aparece em um conto popular existente no Brasil. Esse bicho tem olhos flamejantes, cospe fogo e orelhas bem grandes, não apareceu em nenhum local em específico, sendo mais uma criatura medonha de fábulas brasileiras. 






FUNGUNDUNGO-PÉ-DE-BOLO :
Fungundungo-pé-de-bolo é um monstro azul com pés semelhante aos bolos de aniversário. 
Ele possui presas semelhante a de mamute, e ele possui garras de garfos de prata.
Ele possui 5 olhos no rosto e duas bocas, um na frente e outra na parte de trás da cabeça.




GIGANTE ADORMECIDO :
Gigante Adormecido. É um mito do Rio de Janeiro sobre um gigante feito de pedras e rochas que vive ali em Guanabara. Muitos acreditam que o maior gigante do folclore brasileiro fosse o Pai do Mato, mas ele perde, e muito, do Gigante de Pedra da Guanabara. A partir da Baía da Guanabara, o observador pode divisar ao horizonte a silhueta indistinta de um homem deitado. Eis o gigante. Esta formação rochosa cobre sete bairros da capital carioca, e possui 18 quilômetros de comprimento; em pé, os teria em altura. 









PERNAFINA :
A lenda diz que quem viaja na Sexta-Feira Santa, consegue ver o pernafina, caracterizado por um homem alto, magro, careca e de pernas finas, sempre vestido com um terno branco. Contada principalmente no norte de Minas Gerais. Esse personagem costuma estar parado nas estradas mineiras com os braços levantados e as pernas abertas, formando uma cruz com o corpo. A história conta que ele é a assombração de uma pessoa que já morreu, tendo que permanecer penando pela terra. É dito que ele é um personagem de Quaresma, essa lenda não é conhecida por todos. Ele costuma aparecer em lugares poucos movimentado, tendo preferências por cemitérios, encruzilhadas e terrenos baldios. 







LOIRA DO BANHEIRO :
A Loira do Banheiro é uma daquelas lendas urbanas que já assustou muita criança no banheiro da escola.
Funciona assim: após falar “Loira do Banheiro” três vezes em frente ao espelho, é preciso bater três vezes à porta, puxar três vezes a descarga e falar palavrões (as regras mudam conforme a região). O importante é que o ritual seja feito em um banheiro escolar.
A Loira do Banheiro é associada à imagem de uma jovem vestida de branco, com algodões no nariz.






PERNA CABELUDA :
Ela espreita a próxima vítima escondida pelas trevas intensas da rua deserta. Mistura-se às sombras dos muros altos ou fica por trás das árvores de troncos retorcidos. Tem, como cúmplice de seus ataques, o silêncio das noites mornas da capital pernambucana. Quando o passante desavisado vem pela calçada, a criatura se movimenta ligeira para alcançá-lo. O encontro infame provoca o grito descontrolado, faz o arrepio de morte percorrer todo o corpo, leva o coração descompassado à boca.





JAGUARÃO :
A versão mais correta, segundo consta no site oficial da prefeitura, dá conta que Jaguarão tem origem em uma lenda indígena. Jagua-Ru é como chamavam, guaranis pampianos, a um monstruoso animal, que tinha corpo de lobo marinho e cabeça e patas armadas de garras de tigre, com porte aproximado de um cavalo pequeno.







CACHORRINHA-D'ÁGUA :
Animal folclórico encantado, de pelos brancos e com uma estrela dourada na testa, que vive no rio São Francisco e aparece nas margens para secar-se ao sol, 
trazendo sorte e felicidade a quem vê.






MÃO PELADA :
O Mão pelada é uma lenda popular no Vale do São Francisco. A lenda conta que o Mão Pelada é um animal de hábitos noturnos que não possui pele nas mãos e por isso é conhecido como Mão Pelada. 







ROMÃOZINHO :
Romãozinho é uma criatura do folclore brasileiro. Ele é um menino, filho de um agricultor, ele que sempre gostou de maltratar os animais e destruir as plantas, pois nasceu mau. Uma vez, sua mãe lhe mandou levar o almoço ao pai, que trabalhava na roça.





NUM-SE-PODE :
"Num-se-pode”, ou “Maria não se pode”, ou “Mulher não se pode”, é o nome pelo qual é conhecida uma das assombrações mais famosas e antigas do Piauí.
Conta a lenda que na praça Saraiva tarde da noite, aparecia uma mulher ostentando sua beleza debaixo de um dos lampiões ali existentes. Movidos pelo desejo de conquistar aquela bela aparição, os homens se aproximavam para conversar ou, quem sabe, aventurar um romance. Ao chegarem perto, a linda mulher pedia um cigarro, e quando recebia começava a crescer, crescer, até atingir o topo do lampião de gás e nele acender o cigarro. Enquanto crescia, ela repetia: “num-se-pode, num-se-pode, num-se-pode…”.






QUEIJO DO CÉU :
A lenda do Queijo do Céu tornou-se popular em procissões na região nordeste. Trata-se de um queijo feito por anjos e que, no paraíso, só poderá ser servido aos maridos que foram fiéis às suas esposas ao longo da vida.





MONSTRO DA LAGOA DO CEMITÉRIO :
Monstro da Lagoa do Cemitério é uma criatura monstruosa presente no folclore municipal de Cruz Alta no Rio Grande do Sul. dizem que o monstro já apareceu algumas vezes carregando um bebê de colo. Alguns dizem que é o filhote dele, outros que foi um bebê que tinha sido sequestrado há muito tempo.






JOÃO GALAFUZ :
João Galafuz também conhecido como João Galafoice. É um personagem místico do folclore brasileiro. É o nome com que a superstição popular designa uma espécie de duende, que diz aparecer em certas noites, emergindo das ondas ou surgindo dos cabelos de pedras submersas, como um facho luminoso e multicor, prenúncio de tempestade e naufrágios. 




SERPENTE EMPLUMADA DA LAPA :
Em Bom Jesus da Lapa, na Bahia, todo mundo conhece uma lenda que fala de um monstro chamado serpente Emplumada.
Muitos séculos atrás um padre fundou uma igreja dentro de uma gruta à beira do rio São Francisco, na Bahia. À esquerda da gruta havia uma cova onde vivia uma serpente que tinha asas e o corpo cheio de penas. Seu horrível ronco podia ser ouvido à distância.



TAPIORA :
Tapiora é um animal místico híbrido de anta, com onça e seres aquáticos. É sempre descrito como um tipo de Onça aquática. Ela vive submersa nos igarapés do rio que atravessa os estados de Rondônia e Amazonas. É um animal grande, com corpo de onça mas com patas e focinho de anta. Ataca e vira barcos rapidamente, sem dar chance de defesa a suas vítimas.






JARAGUÁ :
Jaraguá é uma figura fantástica, integrante do folguedo do mesmo nome e, também, do mineiro-pau, encontrados nas zonas rurais de Alagoas, Campos e São João da Barra, estado do Rio de Janeiro e também em áreas do litoral do Espírito Santo e sul da Bahia.
Compõe-se, geralmente, de uma caveira de cavalo, as mandíbulas articuladas através de um fio, com a função de bater-lhe os dentes. Aproxima-se dos expectadores de forma ameaçadora, enquanto os brincantes cantam:
"Jaraguá, jaraguá
Cabeça de homem
Corpo de animá".






ANTA ESFOLADA :
Segundo a tradição, a região do vale do curimataú era o habitat natural de muitas antas, muito propício portanto para a caça desses animais. Conta-se que havia por ali uma delas que diziam possuir um espírito maligno que assombrava os moradores. Um caçador conseguiu prender a referida anta numa armadilha, numa sexta-feira e resolveu, para lhe tirar o feitiço, esfolá-la viva. Mas assim que recebeu o primeiro golpe, o animal deu um pulo enorme deixando a pele nas mãos do caçador e embrenhou-se, assim esfolada, mata dentro, assumindo assim a forma de um animal feroz e fantástico.






ONÇA-BOI :
Não ouse dizer entre os mateiros do Norte, especialmente no Amazonas e no Acre, que é só uma lenda, há quem jure de pés juntos já ter visto as ardilosas e persistentes Onças-Bois – até os mais céticos aconselham a não duvidar. Também conhecida como Onça Pé de Boi, a criatura fantástica conta com depoimentos vigorosos de pescadores, caçadores, e seringueiros. Testemunhos de pessoas aterrorizadas com suas características anômalas e seu sagaz método de caça.





CARRANCA :
A Carranca é uma figura assustadora,
metade gente e metade leão, ou dragão ou
ainda cavalo. Feitas de madeira pequi, sendo
que a cabeça e o pescoço são esculpidos no
tronco da amburana-de-cambão, árvore da
caatinga, normalmente as carrancas
possuem os olhos esbugalhados, a boca
escancarada, a língua parecida com uma
gravata, as sobrancelhas cheias e arqueadas
e uma longa cabeleira que vai até os ombros,
em mechas. São pintadas de branco, menos
os cabelos, sempre pretos, e a boca, os olhos
e narinas e orelhas, vermelhos.





MULHER-PATA :
Segundo a Lenda da Mulher-Pata, antigamente as famílias eram muito numerosas. Quando nascia o sétimo(a) filho(a) do casal, segundo a tradição o filho(a) deveria batizar a criança, se isso não acontecesse quando o bebê crescesse: se fosse homem – nas noites de lua cheia virava LOBISOMEM e se fosse mulher viraria MULHER-PATA.
Ela ia para as pedras, se escondia no mato, tirava a roupa e se contorcia fazendo com que as penas surgissem. Quando a transformação se completava a PATA voava para o alto-mar, pousava no mastro dos barcos e ficava escutando a conversa dos pescadores. Depois de escutar o que queria voava de volta para as pedras e se contorcia até se transformar em mulher novamente, vestia a roupa e saía pela vila contando tudo que havia escutado.
Quando os pescadores voltavam da pescaria dias depois, ficavam intrigados ao verificarem que todos sabiam o que haviam conversado em alto-mar. Como era possível se todos retornaram juntos? Começaram a observar que quando isso acontecia sempre uma pata havia pousado no mastro do barco. Concluíram que era a MULHER-PATA que havia feito a fofoca. 





FOGUINHO DA LADEIRA :
Foguinho da Ladeira é uma criatura mística de fogo cujo a origem, está no estado do Piauí, essa criatura é muito parecida com um cabrito e outras vezes com uma ovelha, mas a sua forma mais conhecida é de um cabrito mesmo, a única diferença entre ele e um cabrito normal é que ele é todo feito de fogo. Alguns falam que o fogo só sai de sua pelagem quando ele anda ou corre, outros dizem que sua pelagem é feita de fogo puro e vivo que muitas vezes parecem em tons de amarelo, vermelho e laranja, cor comum em cabritos. Os olhos dessa critura é de cor azul muito forte, eles correm e se transportam a uma velocidade muito absurda, deixam chamas pelo caminho que passam. São criaturas bastante calmas e não fazem mal para pessoas de bom caráter, bom coração ou bons caminhos. Existem relatos de homens maus que tentaram fazer mal a indígenas, ribeirinhos e quilombolas e foram pulverizados pelos foguinhos da ladeira, pois mesmo sendo criaturas boas, sabem como se defender quando se faz necessário que isso venha acontecer. Dizem que seus olhos azuis são capazes de hipnotizar diversas pessoas. Foguinho em sua forma filhote já pode demostrar um nível altíssimo de poder.





FOGO-FÁTUO :
O Fogo-fátuo pode ser considerado uma maldição do folclore brasileiro, precisamente no noroeste do Rio Grande do Sul, onde sua superstição tem mais força entre os carreteiros e viajantes.
Ele pode parecer uma fogueira comum em cinzas ou ainda com brasas queimando, mas se provocado, se torna o pior pesadelo que um simples fogo poderia oferecer.







EBERÊ : 
Eberê ou Índio Anão é em algumas versões descrito como um híbrido de duende com humano, tem uma perna só e vive no tronco de árvores, tendo preferências por morar em casas carcomidas. Costumar atrair crianças perdidas usando suas armas, e aquele que encontra um Eberê costuma ter azar pelo resto da vida. Sua origem é misturada com mitos indígenas e africanos chegando muitas vezes a ser colocado como parente da Caipora ou Curupira. Assim como eles é um protetor da mata, segundo o mito indígena ele perdeu sua outra perna numa luta contra um jacaré.





DUÉ :
Dué ou Duende Dué era um duende muito relatado pelos indígenas da rota do rio negro, como uma criatura do mal que resolveu trazer maldade para o mundo através de diversas desgraças naturais e sobrenaturais, como secar a terra causando fome, seca, e roubando os raios do sol trazendo o frio e a escuridão ao mundo. Chegando a provocar grandes incêndios nas matas e nos matos secos. Para causar o caos, ele apesar de pequeno é muito perigoso, ele é capaz de matar qualquer ser em sua frente. Sendo seus avós os animais, humanos a mata seca. É capaz de manipular o fogo e a capacidade de ficar invisível.





CAIÇARA : 
Caiçara é um dos sete seres lendários do folclore brasileiro, muita vezes colocada como uma versão alternativa da Caipora e Curupira. Ela possui diversos poderes místicos com ligações a transformações e cuidado com a natureza. No estado da Bahia, é o lugar aonde mais costumam falar sobre como ela parece ser, uma índia cabocla pequena, quase negra, que anda montada num porco, algumas vezes em Lobo-Guará, Raposa do Campo e até mesmo na grandiosa Harpia, um pouco diferente da caipora e curupira, ela pode virar suas mãos e cabeça para atrás, alguns acreditam que seu corpo pode ser bem elástico.






ZAORI :
Todos aqueles que nascem em uma sexta-feira da Paixão são zaoris. Têm o aspecto de homens comuns. Seus olhos, porém, são muito brilhantes, de um brilho mágico, misterioso. Possuem o poder de ver através de corpos opacos, terras ou montanhas, assim conseguindo localizar tesouros escondidos. Barras de ouro ou prata, joias, pedras preciosas, armas raras, nada escapa ao olhar mágico destes seres, mesmo que esteja enterrado sob vinte metros de terra.




ZANGELA :
Zangela é uma personagem que aparece em alguns contos brasileiros sobre anjos, ela possui diversos poderes segundo esses contos. Superforça, Hipervelocidade, manipulação dos elementos da tempestade. Ela possui grandes asas fortes e firmes resistentes a todos os tipos de atacada, podendo lançar as penas delas como se fossem pequenas flechas. Segundo os seus contos ela é a única mulher Zaori, porque segundo o juramento vil, apenas homens poderiam ser Zaoris. Ela é descrita como uma mulher branca que possui entre 18 e 30 anos de idade, todavia ela pode mudar de aparência quando achar que for necessário fazer isso. Em um dos seus contos é dito que ela ganhou do arcanjo a espada das lágrimas, uma espada tão forte e resistente capaz de destruir o sol, a lua, estrelas e vários planetas de uma única vez. Ela possui um cordão na sua mão direita que pode curar as pessoas.




LENDA DA ERVA-MATE :
Contam que um guerreiro guarani, que pela velhice não podia mais sair para as guerras, nem para a caça e pesca, porque suas pernas trôpegas não mais o levavam, vivia triste em sua cabana. Era cuidado por sua filha, uma bela índia chamada Yari, que o tratava com imenso carinho, conservando - se solteira, para melhor se dedicar ao pai.
Um dia, o velho guerreiro e sua filha receberam a visita de um viajante, que foi muito bem tratado por eles.





A CABEÇA QUE VIROU LUA :
Os índios kaxináuas explicam de uma maneira realmente curiosa o surgimento da lua.
A história começa com uma caçada à cutia, um roedor das matas. Dois índios haviam acabado de caçá-la e retornavam à oca de um deles.
– Hoje irei apresentá-lo à minha mulher – disse o primeiro. Quando chegaram diante da oca, porém, o solteiro não quis entrar.
– Tenho vergonha de apresentar-me assim – disse ele, todo suado e despenteado.






QUERO-QUERO :
Era uma vez um pássaro que vivia na floresta e não andava nada satisfeito com sua vida. Ele não sabia por que, mas todas as coisas que ele queria não davam certo. Ele era muito agitado e só sabia dizer “quero” para tudo e para todos. Sempre cantava muito alto e no seu canto somente se entendia a palavra “quero”. Quando entravam os outros pássaros, ele não sabia de que se tratava o assunto e ia logo gritando “quero”. 





TEJU JAGUA : 
Teju Jagua, é o primeiro dos sete monstros lendários, é o deus das cavernas, grutas e lagos. Ele se arrasta como um lagarto e come frutas e mel.
É descrito como um lagarto gigante, com sete cabeças de cão (ou uma de lobo). Ele tem incrustada no alto de sua cabeça uma pedra de carbúnculo.




AO AO :
Ao Ao, é o sexto dos sete monstros lendários, é o deus das colinas e montanhas. Talvez o mais perigoso dos irmãos, é um monstro feroz e segundo as lendas estritamente canibal.
Ao Ao é descrito como sendo um canibal e predador voraz. Quando ele localiza uma vítima como sua próxima refeição, persegue o infeliz humano por qualquer distância ou qualquer território, não parando até conseguir sua refeição.



GOGÓ-DE-SOLA :
Todo animal selvagem, a princípio, tem medo do homem; entretanto, isto não se dá com o Gogó-de-Sola que, apesar do seu tamanho minúsculo, avança contra o homem em uma fúria inenarrável. É comum, nos meses acima referidos, esse animal, em bando, sair nos lugares de habitação, causando verdadeiro terror aos moradores. 





SEPÉ TIARAJU :
Sepé Tiaraju foi um guerreiro indígena brasileiro, considerado santo popular e declarado "herói guarani missioneiro rio-grandense" por lei. Chefe indígena dos Sete Povos das Missões, liderou uma rebelião contra o Tratado de Madri.





GUARIBA-BOIA :
Guariba-boia é uma espécie de criatura com cabeça de macaco bugio (guariba) e o corpo de uma jiboia, segundo histórias, habita áreas do Rio Amazonas.
Elas evitam se aproximar muito de cidades ou aldeias, exceto se estiverem famintas. Evitam combates sempre que possível e não têm interesse em matar criaturas que não possam comer. Após matar suas vítimas, esmagam seus ossos antes de engoli-las inteiras. São capazes de engolir um boi inteiro de uma só vez.



UAIUARA :
Do Tupi Guarani, a palavra significa “o que chega de repente” ou “assombração”. Ele aparece aos índios sob a forma de um cão gordo, com orelhas bem cumpridas e que abanam o tempo todo, sempre por volta da meia-noite. Por mais que possua o formato do melhor amigo do homem, tome cuidado! Esse duende amazônico é considerado um espírito mal.





BERNÚNCIA :
Essa criatura possui o corpo de serpente, cabeça de dragão e a boca de baleia. Seus olhos são esbugalhados e seu corpo possui saias vivas, que balançam quando ela se movimenta pelo ar, exatamente como fariam se estivesse nadando na água.
Bernúncias são dragões nativos das profundezas, do mar, mas que também podem habitar cavernas no alto de montanhas e serras. 



RASGA-MORTALHA :
Pessoas sábias normalmente prestam atenção aos agouros de uma rasga-mortalha, mas há aqueles que, erroneamente, pensam que é a coruja quem estaria rogando pragas na vida daquela pessoa, sem entender que ela é só uma mensageira de um destino que, algumas vezes, pode até ser evitado.





MULHER DE DUAS CORES :
É uma assombração que aparece de dia nas estradas de Minas Gerais, fronteira com São Paulo, ou dentro das pequenas matas. Veste roupa de duas cores e limita-se apenas a atravessar o caminho, silenciosa, sem olhar para os lados nem para ninguém.
Segundo a lenda, na região, a filha de um fazendeiro mantinha um namoro escondido com um escravo de seu pai. 




MULHER DE SETE METROS :
A mulher de sete metros narra a história dessa entidade; dama que possuiu uma vasta colônia de escravos no século passado e que teria sido conhecida por sua imensa maldade. Segundo a lenda, nas proximidades de patos de minas / mg, ainda hoje pode se avistar as aparições dessa tirana, que surge vestida de preto, mede aproximadamente sete metros de altura e ataca inocentes com água fervente e os pisa com enormes saltos.




GUNUCÔ :
Gunucô é uma entidade, já foi um ser vivo e agora realiza aparições pontuais uma vez por ano. Em suas manifestações, ele só é visto por quem está vestido com trajes especiais, como manda o ritual. A vantagem com relação ao fantasma é que o Gunucô é esperto – conversa, responde dúvidas e prevê o futuro. Ele também é responsável por guardar a floresta. É a divindade das florestas, quer dizer fantasma. Só aparece ou se manifesta uma vez por ano, salvo invocação para consulta prévia.




JANAÍ :
Um ser que te ataca e suga o seu sangue pode parecer em famílias, mas o Janaí está longe de ser um vampiro comum. Ao invés de capas e castelos, o nosso ser vive na floresta e é um macaco de olhos e cabelos vermelhos. Como se isso não bastasse, existe um agravante — Janaí prefere atacar criancinhas.




CÃOERA :
Cãoera é um morcego gigante e cego, muitas vezes maior que um abutre, que entra nas casas à noite para sugar o sangue das pessoas. O problema, é que ele tem um encanto que faz a pessoa dormir profundamente enquanto é devorada. Sugando o sangue e no fim deixando a caveira da pessoa, ele é dito como uma espécie de “morcegão” do porte de um urubu, que pode sugar todo o sangue de uma pessoa sem que ela desperte e em seguida devorá-la. É uma lenda dos índios Mura. 




GATO PRATEADO :
É um mito do sul de Roraima sobre um gato de pelagem amarela que após tomar muito com porção de sua bruxa, seu pelo ficou com tons de cinza na cor prata. o tal gatinho aparece em muitos cordéis, fábulas e contos populares da região norte. Dizem que o gato pode virar uma onça gigante de 10 metros, que devora pessoas más e egoístas. Todavia ele costuma fazer o bem também, dando presente a pessoas que são boas, mas essa pessoa não se lembrará do bem que foi feito a ela. 



HOMEM DOS PÉS DE LOUÇA :
Eis uma assombração que não vai longe, ao menos não caminhando. Espectro que assombra a Ilha Grande, Restinga de Marambaia e Mangaratiba, no Rio de Janeiro; descrito como um sujeito de aparência insuspeita que, todavia, surge e desaparece repentinamente, e tem os pés feitos de louça com um brilho característico.



MACUNAÍMA :
É um mito conhecido na região norte do Brasil, possui origem indígena. Segundo a lenda, no local onde hoje está o monte havia uma árvore gigantesca com todos os tipos de frutos conhecidos. Por preguiça, Macunaíma teria cortado a árvore para pegar os frutos com mais facilidade.



MIMIRÃ :
Mimirã é uma lenda do monte roraima contada por indígenas daquela região.
Certa vez na aldeia Macuxi, que vivia aos arredores do Monte Roraima, no dia do rito de passagem para a vida adulta, um jovem surtou, começou a dizer que a Mãe da Lua estava perseguindo ele, que ela queria entrar no ânus dele e projetar uma nova raça de índios de olhos grandes, amarelos e vermelhos que cantavam o canto da morte.



CABEÇA SATÂNICA :
Em algumas regiões essa entidade é também descrita como uma enorme cabeça que surge mostrando seus cabelos e olhos de fogo, sempre gargalhando de forma tenebrosa, espalhando terror e pânico por onde costuma passar. Para proteger-se dos malefícios que essa aparição sempre acarreta, recomenda-se que uma cruz feita da palha do Domingo de Ramos, seja colocada do lado de fora da porta de entrada da casa, como se fosse um amuleto a protegê-la. 




ENCOURADO :
Encourado é um tipo de Vampiro presente no folclore brasileiro. Ele não possui uma fraqueza, pelo menos ainda revelada. Alguns acreditam que levar sal e segurar ele na mão, pode fazer com que o eucourado não veja você. O sal faz com que a pessoa fique invisível aos olhos do dele, o que garante a fuga da vítima do terrivel vampiro.





BABAU :
Babau é dito em muitos um misto de Demônio com animais e espíritos obsessores, que esconde e se alimenta das sombras da pessoa, a pessoa vai se definhando e morre gelada. Babau não gosta de calor e fogo. Exalando podridão, este humanoide é recoberto por uma pele negra e coriácea. Atrás de suas orelhas pontiagudas, um grande chifre curvado se projeta na parte posterior do crânio. Uma boca repleta de dentes pontiagudos ocupa metade da cabeça da criatura.






M'BORORÉ :
M'Bororé é um índio guerreiro, do folclore brasileiro. Ele é citado em diversos mitos, lendas e cordéis do Brasil. No tempo dos Sete Povos das Missões, havia um índio velho muito fiel aos padres jesuítas, chamado M'Bororé. Com a chegada dos invasores portugueses e espanhóis, os padres precisaram fugir levando em carretas os tesouros e bens que pudessem carregar. Assim, amontoaram o muito que não podiam levar consigo – ouro, prata, alfaias, joias, tudo!- e construíram ao redor uma casa branca, sem porta e sem janela. 




LOBREU :
Duende em formato de lobo. Perigoso.
Só que não mata gente.
Mas pega a pessoa que com ele se encontra à noite e espanca-a impiedosamente.
Sempre suas andanças se verificam de quinta para sexta-feira.



POROROCA :
Pororoca, macaréu ou mupororoca é a forma como são denominados os macaréus que ocorrem na Amazônia. Trata-se de um fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas. É um fenômeno natural caracterizado por grandes e violentas ondas que são formadas a partir do encontro das águas do mar com as águas do rio. Existem o encontro de águas, do rio Araguari com o Oceano Atlântico.



MOÑAI :
Ele é uma serpente com duas antenas, que sobe e desce rápido de árvores à caça pássaros. Hipnotiza-os com as suas antenas e depois os come. Por isso, é também chamado de Senhor do Ar. Diziam também, que ele gostava de roubar coisas dos outros e esconder numa caverna perto de uma montanha, sem que as pessoas percebessem. Aí, acabava todo mundo se acusando. Para acabar com as maldades de Moñai e seus irmãos, a Jovem Porasy fingiu estar apaixonada por ele e disse que queria se casar.



PORASY :
Certo dia, cansados das ações de Moñai e de seus irmãos, os habitantes se juntaram para pôr um fim as suas ações. A bela Porasy ofereceu-se para realizar esta missão, ela convenceu Moñai de que estava apaixonada por ele, e que antes deles celebrarem o casamento, ela queria conhecer seus irmãos.
O senhor dos campos deixou Porasy sob os cuidados de seu irmão Teju Jagua e saiu para buscar o resto de seus irmãos. Quando ele finalmente reuniu todos, eles começaram os rituais de casamento. Quando os irmãos ficaram completamente embriagados, Porasy tentou fugir da caverna, que era fechada por uma enorme pedra.



JACI JATERÊ :
Jaci Jaterê, é o quarto dos sete monstros lendários, é o deus da sesta, o tradicional descanso ao meio-dia das culturas latino-americanas. Ele também é considerado o senhor da erva-mate.


PIRATA DO SERTÃO :
Pirata do Sertão é um personagem de cordéis, poemas e contos, que aparece em trechos sobre mares da costa do oceano atlântico. Em diversos poemas ele sempre está acompanhado do pássaro triângulo abstrato. Esse pássaro possui a capacidade de virar qualquer animal. Pirata do Sertão é um personagem que sempre ajuda os cidadãos das regiões do sertão, ele traz água em seu navio flutuante para as regiões de muita seca. Ele também possui uma espada e um revolver de batalha, que sempre usado para armazenar os elementos da natureza. Sua Espada é tão afiada que é capaz de cortar diversas estrelas e até matérias mais firmes da terra.






PATA ENCANTADA :
Pata Encantada é uma figura que aparece em diversas fábulas e cordéis brasileiros, conta a história de uma Pata que foi enfeitiçada pela Bruxa Ceiuci.
Segundo os contos, ela se chamava Jussara, ela era uma menina muito má, egoísta e ladra, que gostava muito de sair para festas, para dançar e se divertir. Até que um dia a Bruxa Ceiuci, jogou um feitiço nela, a transformando numa Pata, para poder comer ela, mais por muito pouco, ela conseguiu fugir.




MENINO DO DENTÃO :
Menino do Dentão é um monstro de Fernando de Noronha. Sabe-se muito pouco a cerca dessa criatura que habita os matos do arquipélago de Fernando de Noronha. Existem muitos relatos de como essa criatura teria aparecido por lá. Segundo os nativos e moradores mais antigos da ilha, existia uma mulher cujo o marido havia morrido no mar deixando-a sozinha no mundo, e para piorar a situação a mulher estava grávida.




A MENINA DOS BRINCOS DE OURO :
Uma Mãe, que era muito má (severa e rude) para os filhos, deu de presente a sua filhinha um par de brincos de ouro.
Quando a menina ia à fonte buscar água e tomar banho, costumava tirar os brincos e botá-los em cima de uma pedra.
Um dia ela foi à fonte, tomou banho, encheu o pote e voltou para casa, esquecendo-se dos brincos.





MAÇONE :
Maçone é uma criatura do folclore brasileiro do estado do Sergipe e tem uma aparência de um bode só que bem maior, seu focinho também é muito grande e seu corpo é formado do mais resistente ferro zincado, dizem que seus ossos são de aço e seus órgãos do metal mais firme e forte da Terra. Seus olhos são de fogo e seus chifes de ferro são muito enormes, capaz de furar até 5 homens de forma atravessada e 100 se estiver mais ajustado ainda.




PORAQUÊ :
Poraquê era um valente guerreiro de uma tribo às margens do Rio Amazonas. Caçador por excelência, era sempre quem trazia o maior animal durante as festividades da tribo. Também ele era muito forte, destacando-se dos outros membros da aldeia. Mas Poraquê era ambicioso. Não lhe bastavam a destreza do arco e da flecha. Ele queria ser o maior guerreiro da face da terra.





JACARÉ LUMINOSO :
O Jacaré Luminoso é uma das lendas locais do Município de Viamão, Rio Grande do Sul, Brasil, sendo das mais difundidas e populares.
Segundo o dito, a criatura vive no famoso Lago Tarumã, tendo sido também avistada numa espécie de piscina natural junto ao lago, que serve de dreno para áreas de charco e é comumente chamada Cacimba do Lago Tarumã.





ZÉ VENTÃO :
Zé Ventão também conhecido como Zé dos Ventos, é um figura pouco conhecida entre o grande numero de personagens existente no folclore brasileiro. Acredita-se que sua origem vem dos contos e cordéis da região norte e nordeste, nessas histórias é dito que ele, é um afilhado de Cruviana, que ele teria sido salvado por ela após o seu nascimento, para não morrer ela teria dado para ele um pouco de seus poderes. Ele também é colocado como protetor de todas as grávidas.





JACARANDÁ :
Para muitos, as flores do Jacarandá estão associadas ao renascimento e à magia da primavera. Na Amazônia essa árvore está associada à deusa da Lua. Em alguns estados e países para aonde a árvore foi enviada, está associada à sabedoria e, por isso, muitas vezes é plantada em escolas e campos universitários.






JACAÍRA :
Jacaíra é uma personagem indígena do folclore brasileiro. Com poderes de plantas. Os contos dizem que ela é capaz de manipular e animar plantas, utilizando raízes fortes para formar suportes para um túnel.
Ela tem preferência de manipulação por flores e vegetais. Possui também uma lança e uma faca feita de esmeralda. Ela tem um foco grande em plantas de espinhos. Conhecida como senhora das plantas.







PURÃE :
Purãe é o nome de várias personagens em mitos e contos folclóricos brasileiros, em vários deles é colocada como uma sábia mulher que pode se transformar em qualquer animal. Sempre respeitosa com os animais e possuindo até os poderes de grandes espécies como os dinossauros que já pisaram pelo Brasil. Aqui será contada algumas versões sobre essa personagem tão importante em diversos contos indígenas sobre preservação da Mata e da natureza. Isso vem desde de antes do Brasil ser Brasil.




HOSANA CARAMELO :
Hosana Caramelo também conhecida como Bruxa dos Doces. É uma personagem que aparece em contos e fábulas brasileira. Ela é uma menina, que segundo suas histórias gostava de comer muito de doces e salgadinhos. Existe variações sobre como recebeu seus poderes. Existe um que ela comeu tanto doce, que adquiriu a habilidade de transformar as coisas em doces. Outro que ela recebeu um bolo mágico da filha. Além disso, ela tem o poder mudar a cor de seu cabelo. Muitas vezes ele aparecer em tons de lilás, violeta e rosa.  




JAGUARARI :
Ele era um índio guerreiro muito conhecido em sua tribo, todo final de tarde ele saía para pescar em um rio perto de onde morava, e toda noite sua mãe falava para ele tomar cuidado, porque por ali vivia Iara, uma sereia com cabelos escuros que cantava e enfeitiçava os navegantes, levando-os para o fundo do mar e os afogando.






RONDOLO :
É uma ave muito grande, que voa adiante das nuvens negras, anunciadoras de tempestades.
Pode causar danos e por isso deve ser afastado por meio de exorcismo.
Mito de colônia italiana no interior paulista.



HAJA-PAU :
Lá pras bandas do Sul do Piauí havia uma velha fazendeira viúva e muito rica que só tinha um filho. O rapaz, criado com todo o mimo, já se achava senhor de si, de modo que acreditava que podia fazer o que bem entendesse.
Ele adorava campear como vaqueiro, mas sua mãe achava que aquilo não era coisa pra um rapaz tão fino e educado. Ainda assim o jovem o fazia sempre. Em uma sexta-feira da paixão a velha mãe lhe pediu que não fosse para o campo naquele dia, pois era um dia santo em que não se devia trabalhar. A velha implorou, mas o rapaz insistiu que iria, dizendo em tom de deboche: “Eu vou, nem que haja pau!”.




GRALHA-AZUL :
É um pássaro de grande porte, tem uns trinta e nove centímetros de comprimento. Vive no sul do Brasil (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) mas, tornou-se particularmente famoso no Paraná.
Alimenta-se de filhotes de aves, ratos, uma porção de insetos, ataca as plantações, sendo o pinhão o seu petisco preferido e que vai torná-lo um pássaro útil e lendário.





PÉ DE ANJO :
Em Teresina. Coisa sempre de pelo quebrar da barra do dia no levante. Sempre aparecia bem cedinho, ainda um pouco turvo.
Muitos que se encontraram com ele ao lado de um jumento escangalhado e duas malas assim ao chão.






PILÃO MOEDOR :
No Quilombo!!!
Tem um pilão que quando é meia-noite desse lá de cima do morro, e se ele pegar qualquer coisa no caminho ele mói, tritura tudo…






PANTASMA :
Espécie de peixe ameaçador que habita os mares fluminenses. Arranha o casco de barcos pesqueiros que navegam fora da costa. Ao ouvirem os arranhões, os pescadores ficam em completo silêncio a fim de que o pantasma não vire a embarcação e mate a tripulação.





ZAMBA :
Lenda indígena do folclore piauiense. O Zamba é uma mistura de Zumbi e médico. Conta-se que ele medica e trata as árvores abatidas, protegendo as matas, assim como o Curupira. Dorme em pé, encostado em alguma árvore, pois seus pés são tortos e deformados. Solta gritos horrendos durante a noite, mas parece ser inofensivo. O pescoço é um pouco comprido. A pele do Zamba é muito cobiçada por caçadores, pois acredita-se que pode trazer boa sorte a quem possuir.



ZABELÊ :
Lá pelos tempos em que o Brasil era colônia de Portugal, viviam no sudeste do Piauí duas tribos inimigas nas proximidades da confluência dos rios Itaim e Canindé. Amanajós e Pimenteiras viviam guerreando em batalhas mortais.
Zabelê era a linda filha do líder dos Amanajós e, um dia, se apaixonou por Metara, um índio da tribo inimiga. Todos os dias ela fingia que ia pegar mel nas margens do rio Itaim e aproveitava para encontrar secretamente o seu amado.




MACYRAJARA :
Macyrajara era uma linda jovem de olhos amendoados e cabelos longos. Seu pai era o chefe Botocó da tribo dos Tremembés, que habitavam as terras da margem direita do Igaraçu até o mar.
Macyrajara conheceu Ubitã, jovem guerreiro pertencente a uma tribo inimiga da sua, que habitava a planície litorânea. Os dois se apaixonaram e passaram a se encontrar às escondidas.
O Pai de Macyrajara tomou conhecimento e, discordando daquele amor, mandou prendê-la numa oca vigiada por sete guerreiros. Ubitã, louco de saudade, procurou em oração se aconselhar com o deus Tupã.





YASU, A NAVEGANTE :
Yasu, era uma menina que amava animais, desde de que chegou ao Brasil vinda do Japão durante as imigrações, ela ficou muito amiga dos peixes da região de São Paulo, em especial os do porto de Santos, mesmo não falando diretamente com eles. Ela era tão amiga deles, que sempre que podiam davam algum presente para ela, diretamente do fundo do mar, certa vez ela ganhou ate uma coroa de ouro pareciada com barquinho de papel de seus amigos peixes.






PESCADOR DO MARAJÓ :
Pescador do Marajó nada mais é que um homem rústico, que se passa de geração, e que até os dias de hoje preserva a pesca tradicional. Além da profissão que exige muito esforço tem que ter muita coragem e dedicação, desde cedo ele aprendeu todas as técnicas da pescaria como: usar um casco corretamente para desloca-se de um lugar para outro, um remo que serve para ajudar o casco a se locomover, a malhadeira que serve para pegar peixe, o calão que serve para abrir a malhadeira, a tarrafa, a poronga que serve para fazer luz, entre outros acessórios que são indispensáveis para uma boa pescaria.



ORELHA DE BRONZE :
A Lenda conta que um vaqueiro muito mal roubava gados e animais, de outros vaqueiros muito humilde, ele também sequestrava as filhas desses vaqueiros, para tornar-las suas escravas, por conta de suas maldades um certo dia os deuses o puniram, transformando ele em uma estátua de bronze, quando os moradores descubriram isso destruíram seu corpo de bronze, restando apenas a sua orelha, a lenda também diz que se alguém encontra a orelha, e tocar sem proteção pode se transformar numa estátua de bronze, pegando a maldição, a cura é a lágrima de uma criança, após a cura aquele que tocou na orelha de bronze pode realizar qualquer desejo pessoal, da forma mais inacreditável possível, infinitamente.





POTIRA :
Potira é uma índia guerreira, que possui diversos mitos e lendas com seu nome. É sobre uma índia que chora diamantes. Algumas de suas lendas, falam de seu amado Itagibá, outros falam dos seus filhos. E outros até sobre seus animais. Seus contos mais conhecidos são As Lágrimas de Potira e A Ponte de Potira




TIBUNGUE :
Tibungue é um duende de uma perna só que na cabeça tem uma flecha flamejante na testa. É dito como um tipo de Saci misturado com Romanzinho e Curupira, é arteiro e travesso como diversos outros duendes brasileiros.
Mas afinal, o que o Tibungue faz? Não é à toa que o tibungue é conhecido como 'Saci de minas gerais', porque ele, assim como o Saci, faz malandragem: apaga o fogo, espanta as galinhas, some com os objetos de casa, etc.





UAKTI :
No imaginário dos índios tukanos, Uakti é um ser mitológico que vivia às margens do Rio Negro. Tinha o corpo repleto de orifícios que ao serem atravessados pelo vento produziam sons belíssimos que atraíam a atenção das mulheres.
Enciumados, os homens da aldeia o perseguiram e o mataram. No local onde seus restos foram enterrados nasceram palmeiras que os índios usaram para fazer flautas de som melancólico e encantador.





VIÚVA NEUZA :
Viúva Neuza também conhecida como Neuzaliede é uma velha bruxa que aparece em alguns contos, mitos e lendas do Brasil. Ela não é uma bruxa dual faz o bem a quem faz o bem e o mal a quem gosta de fazer o mal. Ela teria sido uma das fundadoras do convento de bruxas do Brasil, esse convento era liderado pelas as novetinas. Sendo a Viúva Neuza uma delas.




BRUXA NICÁCIA :
Nicácia conhecida como a Bruxa Nicácia. É um mito popular sobre uma velha bruxa, que vivia na beira de um rio. Muitos contam que ela tinha uma medonha e tinha uma enorme corcunda, vivia a fazer esponsos, e quando chegava à noite. Ela costumar sair para conversava com os monstros do rio em que vivia.




MÃO FINA :
Mão fina é uma lenda urbana sobre uma mãozinha que irá perturbar crianças durante o sono, se elas não se comportarem na mesa de refeições. Os pais falavam que uma mão fina iria entrar em seu quarto e arranharia suas pernas. Todavia a lenda também aumenta para vida adulta, aonde as crianças que foram más durante a infância com os seus pais, principalmente com as mães seria amaldiçoada pelo resto da vida.




MARIA SABÃO :
Maria Sabão, é mais uma papão do folclore brasileiro. Dizem que ainda no século XVII, Ela fora uma escrava que a mando de seu sinhozinho, que era barão de uma grande terra, fazia sabão com a gordura das crianças que este matava, muitas dessas crianças eram filhos de escravos de outros barões, o propósito dele, era tirar todos os seus concorrentes para ter apenas as terras dele. Claro que assim como outros contos possui variação, em outros relatos falam que ela Tornou-se uma assombração, uma espécie de bicho-papão evocada contra crianças arteiras e que teimam em não obedecer a seus pais.




GUARDA FANTASMA :
Guarda Fantasma é uma figura folclórica dos mitos Urbanos em vários Estados sendo Ceará o principal. Mas estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também ocorreram relatos de um fantasma vagante com roupa de guarda.
É relatado que em muitas de suas aparições. Que ele é da altura de um Poste de Luz de rodovia podendo ficar ate mais alto que eles.
Na Praça da Misericórdia e o bairro próximo a ela atrás das banca, eram os pontos preferidos pelos "fantasmas".




BORARÓ :
Boraró é um gigante de pele escura com dentes de javali nível médio, garras médias em cada dedo, não tem dedos nos pés, não possui umbigo, possui olhos vermelhos e ainda tem orelhas muito grandes. Além disso ele ainda tem os pés virados como o Curupira só que diferente do curupira ele não possui joelhos e outras articulações inferiores. Dizem que um boraró pode ter entre 3 e 12 metros de altura.





CIGANA DO AGRESTE :
Ela sempre aparece para ajudar pessoas em perigo em meio ao caos, trazendo água e comida. Além de suas previsões através das cartas que sempre estão com ela. Possui alguns conhecimentos em magia.
Ela não cobra por suas previsões está sempre disposta a ajudar a todos em qualquer perigo, é sempre citada em cordéis e alguns modões dessa região.





GUAJARA :
O guajara é um duende invisível que habita os manguezais do Ceará. Chamam-no também guari e pajé do rio. Imita vozes de animais, ruídos de caçador, pescador, colhedor de mel de abelhas, fingindo cortar árvores; às vezes assume a forma de um pato para poder entrar nas casas e fazer suas artes. Açoita os cães sem a menor piedade. Aterroriza os viandantes com gritos aterrorizantes.





KANOÊ :
Kanoê é um herói amazônico, ele reúne os poderes dos entes lendários da floresta, que faz parte do folclore da Amazônia como o Curupira e suas traquinagens com os caçadores com o poder de atraí-los para se perderem na mata.





CATARINA FANG :
É uma figura feminina que sempre aparece em histórias e cordéis do cultivo de chá no Brasil. Segundo os cordéis que falam sobre a personagem, sua lenda teria surgido durante uma Imigração chinesa não oficial que teve início em 1812 e 1813, período em que Dom João VI trouxe, de Macau, mais de duzentos chineses para o estado Brasileiro. A lenda foi criada para explicar o sumiço dos imigrantes e colônias chinesas daquele período, alguns contos relatam que ela seria uma fusão de todas as mulheres chinesas de uma colônia que ficava localizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.




MAIRE-ATÊ :
Maire-Atê O filho de Maire-Pochy, que foi o índio vingativo que viveu algum tempo entre os tupinambás antes de regressar aos céus, de onde, presumivelmente, viera. O prosseguidor da saga dos Monan possuía um cocar de fogo, ou acangatara, que tinha o poder de incendiar a cabeça daquele que resolvesse experimentá-lo sem a autorização do dono. Apesar disso, não faltou um imprudente disposto a arriscar. Quando as chamas envolveram sua cabeça, ele correu para uma lagoa e mergulhou, convertendo-se instantaneamente numa saracura. Dizem que é por isso que essa ave possui até hoje o bico e as patas vermelhas. 






PEDRA DA FEITICEIRA :
Voltamos a São Vicente, para mais uma lenda à beira mar. Apesar de conhecerem o monumento, muitos não sabem exatamente qual a história por trás da Pedra da Feiticeira. O que dizem é que, há muito tempo, uma mulher misteriosa vagava pela região onde fica a pedra, falando sozinha, dizem até que ela dormia sobre a pedra nas noites quentes. Ninguém sabia seu nome, mas sua aparência dava um aspecto de velha bruxa, o que fez com que ficasse conhecida como a “bruxa da pedra da praia”. Ela era inofensiva, apenas dançava, cantava e acenava para os navios que passavam por ali. 






YAUARETÊ :
Nem gente, nem bicho, mas um pouco dos dois. Assim são os yauaretês, os filhos da onça. Caçadores hábeis, rastreadores infalíveis e predadores manhosos, costumam viver isolados no meio do mato, sempre caçando, sempre à espreita. Enlouquecidos pelo cheiro do sangue ou pelo gosto da carne fresca, os yauaretês podem perseguir suas presas durante muitos dias, por muitas léguas, esperando apenas o momento certo para dar o bote final.






PALHAÇO DO COQUEIRO :
O Palhaço do Coqueiro é uma lenda do bairro de Paulista de Janga (no estado de Pernambuco). Conta a lenda que um palhaço frustrado vive por aquela região pregando sustos nas pessoas, nas quartas noites de lua minguante, que há um sorriso semelhante. Ele desce do coqueiro e você que esteja sorrindo, senão o palhaço frustrado vai lhe dar um castigo.






TATU BRANCO : 
Humanoides brancos, de olhos vermelhos e dentes afiados e cabelos escuros e lisos. Os Tatus Brancos possuem quase metade da altura de um humano comum, mas têm uma força desproporcional para seu tamanho. É raro que usem muita vestimenta, mas alguns utilizaram de peças de couro ou placas de cascos de tartaruga para se proteger. Todos carregam facas, lanças ou arcos.







PELZNICKEL :
Um homem alto, com garras, chifres e dentes pontudos. Seus pés são cascos e seu corpo é coberto de pelos, folhas e sujeira. Se usar alguma vestimenta, são apenas trapos. Possui correntes e sinos amarrados por todo o corpo, de forma que o seu andar faz barulho, se ele assim desejar. Dizem que essas criaturas eram duendes que trabalhavam para um bom velhinho, fabricando brinquedos para crianças boas, mas se revoltaram, passando a punir as más, ao invés disso. Outros dizem que o próprio bom velhinho incumbiu essa tarefa a humanos, que se transformaram nestes seres. 






BICHO DA FORTALEZA :
O Bicho da Fortaleza é a lenda de um monstro que aterroriza as crianças do Vale do Jequitinhonha e de boa parte das regiões vizinhas, em Minas Gerais e na Bahia, é o Bicho da Carneira, também chamado de Bicho da Fortaleza, Bicho de Pedra Azul, Bicho da Rodagem e Lanudo. Esse monstro da mitologia popular assume diferentes formas. A mais frequente é a de um cachorro preto e grande que aparece ao entardecer ou depois que a noite cai. Também é descrito como a figura de um lobisomem ou animal peludo desconhecido na nossa fauna – o Lanudo –, ou um homem sedutor, ou um personagem misterioso que traja capa escura e aparece nas noites sem lua, ou ainda como uma pessoa comum. 






CURINQUEÃ : 
Os Curinqueãs são uma estirpe de índios, cuja a pele tem a cor e a textura de bronze. Eles possuem mais de 3 metros de altura e os músculos exuberantes de verdadeiros colossos tropicais. Seus corpos estão cheios de adornos de ouro, incluindo brincos e anéis que atravessam seus beiços, orelhas e narizes. Dificilmente vestem algo, exceto por peles de animais e seus adornos. Carregam arcos e lanças, proporcionais ao tamanho deles.






PORCO PRETO :
Um porco do mato, quase do tamanho e peso de um cavalo, de pelos escuros e sujos surge guinchando e correndo enlouquecido. Seus movimentos são bastante ágeis para uma criatura deste tamanho. Aqueles que pensam "Ah, é só um porco" mudam de ideia automaticamente ao perceber o olhar insano deste suíno macabro. 
O par de presas em sua boca parecem prontas para mastigarem o primeiro ser vivo que alcançarem.
Pouco se sabe sobre essa raça de porcos malditos. É dito que costumam aparecer no plano mortal sem um motivo ou objetivo ou, se estes existem, ainda não são conhecidos.






VIRA-PORCO :
Histórias contam em algumas regiões pelo norte, sobre um monstro que ataca nas estradas durante a noite, um enorme porco com características humanoides e o desejo de causar o medo. A maioria das pessoas não sabe quem ele é, mas sabem que é alguém daquela comunidade e que se transforma para atacar seus desafetos.
Em outras localidades do interior do país acredita-se que, além de lobo ou porco, a mítica metamorfose pode fazer o indivíduo adquirir também as formas de cachorro, bezerro, burro ou bode.






VARAPAU :
O nome "varapau" normalmente significa uma pessoa alta e magra, mas poucos sabem que também é o nome de um tipo de guardião da natureza, um protetor solitário das árvores e grande inimigo dos lenhadores. Eles usam seus dons naturais para permanecerem escondidos e observam atentamente aqueles que adentram suas selvas. Não agridem os que buscam apenas madeira suficiente para cozinhar alimentos ou até para construir suas casas, mas não aceitam madeireiros explorando comercialmente a madeira.






UNHUDO DA PEDRA BRANCA :
Unhudo da Pedra Branca, um mito que existe há muito tempo na cidade de Dois Córregos, no interior de São Paulo. Já se passou mais de um século desde a primeira notícia que tivemos desse ser. Segundo a lenda, o Unhudo é uma espécie de morto-vivo com roupas em péssimo estado, que possui unhas grandes e usa um chapéu de palha. Seu objetivo é assombrar todos que ousarem roubar frutas, flores ou fazer mal algum à mata que envolve a Pedra Branca.
O Unhudo desperta medo principalmente em pessoas da zona rural, isso fez com que se tornasse a lenda mais famosa de Dois Córregos e talvez uma das mais famosas de todo o estado de São Paulo. A visão que todos têm de um morto-vivo, um bicho, uma assombração, faz com que seu mito passe de geração para geração.






GALO DEPENADO :
A criatura lembra um galo grande, com cerca de um metro de altura. Seu corpo não possui penas, apenas as marcas de como teriam sido arrancadas.
Galos depenados são monstros sorrateiros que correm pelas estradas ou vilas pequenas, fazendo maldades e atormentando a vida das pessoas. Eles se divertem em causar medo e caos. Costumam entrar nas casas e revirar tudo, pois adoram roubar os pertences mais valiosos dos outros, como joias e moedas, e levar para seus ninhos como enfeite.
São criaturas capazes de falar e dificilmente ficam quietos, xingando e gritando vulgaridades o tempo todo e fazendo piadas sobre os medos alheios.







A BRUXA DE FERRO :
Bruxa de Ferro é um mito que rodeava diversos orfanatos e hospitais infantis sobre uma mulher, que fazia bruxaria para ajudar seus pacientes. Todavia um deles não se curou mesmo ela usando bruxaria; para acabar com seu sofrimento resolveu matar, desligando seus aparelhos. Ela se arrependeu depois, por culpa pegou um dos ferros que seu paciente usava e guardou consigo até o dia de sua morte, desde de então seu fantasma costuma assombrar esses lugares.







CAPETA DO VILARINHO :
O Capeta do Vilarinho é um personagem lendário da cidade de Belo Horizonte, no Brasil. Embora tenha tido origem em uma estratégia de marketing engendrada por Francisco Filizzola, dono das quadras do Vilarinho, onde o evento principal da lenda teria tido lugar, o personagem efetivamente transitou para o folclore da cidade, sendo hoje parte integrante das tradições da região.
A lenda tem origem na Avenida Vilarinho, uma das principais avenidas da região de Venda Nova, em Belo Horizonte, lugar de muitos forrós, gafieiras e bailes de todo tipo.
Segundo a lenda, durante um concurso de dança numa dessas quadras, sendo o rei o célebre dançarino Ricardo Malta, um homem desconhecido e de chapéu decidiu participar. No final do concurso, apenas restaram Malta e o forasteiro, que acabou ganhando o campeonato. Ao tirar o chapéu para comemorar a vitória, ficaram a descoberto os dois chifres que estavam em sua cabeça, sendo o local tomado pelo alvoroço geral, em meio do qual o desconhecido fugiu e desapareceu.







A FORMOSA PRINCESA MAGALONA :
Princesa Magalona é uma figura do folclore brasileiro trazida pelos portugueses, ficou conhecida no Brasil através de cordéis, ela pertence ao ciclo de cordel denominado “morto agradecido”. Câmara Cascudo inclui este romance entre os “Cinco Livros do Povo”, com “Donzela Teodora”, “Imperatriz Porcina”, “Roberto do Diabo” e “João de Galais”. Essa personagem possui várias histórias pelo Brasil sendo uma delas, a história de um rei que vai para a guerra e sua mulher é enganada por um tio, ficando sem nada, e indo viver para a mata com a descendência. Anos depois dar-se-á o reencontro real e os maus serão castigados. Essa lenda data do século XIV, ela teria chegado no Brasil pelos portugueses, que ficou bastante popular no teatro onde é uma das mais famosas até o dia de hoje.






ET DE VARGINHA :
Varginha, 20 de janeiro de 1996. Seria um dia normal na pacata cidade de 100 mil habitantes do Sul de Minas, mas o relato de três meninas mudou tudo. Elas disseram que viram um ser estranho, baixinho e de olhos vermelhos, que não parecia deste mundo. Do dia para a noite, pesquisadores e inúmeras testemunhas começaram a falar sobre o "ET de Varginha".
Surgiram mais relatos sobre criaturas e objetos não identificados, operações militares, movimentações estranhas na cidade e mortes misteriosas. O caso saiu em publicações ufológicas do mundo todo. Nesses 20 anos, muitas dúvidas ficaram no ar. Mas o certo é que a história faz parte do imaginário brasileiro e aterrorizou muita gente. 






BICHO DA CARNEIRA :
Um grande cachorro preto com grandes olhos vermelhos, de pelo lanudo, grosso e mal cuidado. Tem cerca de um metro e oitenta de comprimento. Mantém os dentes à mostra e as garras em posição de ataque. Seu cheiro é como se tivesse acabado de sair de uma cova velha.
Também chamado de Lobisomem do Jequitinhonha, esse ser é o resultado de alguém que humilhe seus pais de forma grave e depois seja amaldiçoado por eles. Então, adoecem e morrem e, depois de alguns meses ou anos, ressuscitam como monstros caninos e fedidos. Dizem que o primeiro foi um homem que colocou uma cela em sua mãe e a cavalgou como uma mula na frente de toda a cidade por conta de uma discussão que tiveram.
Esse bicho pode assumir uma forma humanoide novamente por algum tempo, sendo capaz de falar e até manusear arma. Normalmente são homens, sempre bonitos, carismáticos e muito bem vestidos, mas que só usam roupas pretas. Também podem assumir a forma de pintinho ou rato, que usam para fugir de lugares pequenos.
Normalmente não atacam humanos, mas gostam de assustá-los ou causar prejuízos. Sentem muita fome, com isso devoram animais de fazenda com frequência. Em forma humanoide, são especialistas em chantagens emocionais, gostam de causar problemas para as pessoas, como comer e sair sem pagar, seduzir moças novas para roubar-lhes a pureza ou enganar os outros.
Maldição da Carneira; Essa criatura não consegue realizar um descanso longo em algum lugar que não seja uma carneira, túmulo, cripta, cova ou similar. Esses locais sempre acabam visivelmente cheios de pelo e exalando seu cheiro podre.
Disfarce mortal; Em sua forma humanoide, o Bicho não possui cheiro nauseabundo e consegue fazer aparecerem garras, se desejar, sem gastar ação.






PILÃO DE FOGO :
Um pesado pilão de madeira branca e ornamentos simbólicos, com mais de 100 quilos, aparece rodopiando e soprando fogo. Sua mão de pilão voa ao seu lado envolta em chamas. Se desloca rodopiando ou rolando e provoca um som ensurdecedor, capaz de ser sentido até mesmo na alma de quem o escuta, ao bater o bastão no fundo de sua cavidade.
Essa assombração tem origem em terras onde humanoides tenham sido forçados a trabalhar em regime de escravidão, moendo grãos, como café e milho, em imensos pilões de madeira, ao ponto de morrerem de exaustão. Com o tempo, aparições na forma de pilões malditos aparecem cuspindo o fogo do inferno, prontos a fazer sofrer qualquer um que se colocar em seu caminho.
Um pilão de fogo costuma vagar durante a noite por estradas ou centros de antigas cidades, atacando qualquer pessoa, animal ou objeto que encontrar, desde barracas de feira até viajantes desaviados. Evitam lugares consagrados por magias benignas e são, normalmente, solitários.
Pilão rolante; Essa criatura se desloca rolando ou rodopiando e destruindo tudo que estiver seu caminho, o que muitas vezes deixa um rastro fácil de localizar, dependendo do tipo de terreno, e pode ser bastante barulhento.
Perseguição; Ao localizar um alvo, o Pilão de Fogo não desiste até destruí-lo e incinerar seus restos, podendo persegui-lo até alcançá-lo ou até que o sol venha a nascer.






EUAIPANOMAS :
As matas revelam um grupo de homens e mulheres mais altos do que qualquer humano e com uma característica bastante chamativa: Eles não possuem cabeça; seus enormes olhos, boca e nariz se localizam no tronco e seus cabelo nascem de suas costas. Andam praticamente desnudos e carregam armas muito grandes e ameaçadoras, como arcos e porretes.
Também chamados de raias, ivampanomas ou apenas "povo-sem-cabeça", os euaipanomas vivem em montanhas florestais, evitando contato com outras raças. São guerreiros implacáveis com aqueles que entram em sua região e conhecem muito bem os locais onde vivem, raramente se aventurando além dessas regiões.
Templos e riquezas; Apesar de não possuírem nenhuma forma de comércio e não façam uso de moedas, ouro e joias são consideradas como um símbolo religioso para esse povo. Suas casas e, principalmente, seus templos, costumam ser decorados com todo tipo de riquezas que encontram. Muitos aventureiros morreram na busca por tentar saquear essas cidades.
Antropofagia; Euaipanomas acreditam que é possível obter a força de um inimigo ao devorar sua carne. Um inimigo vencido deve ser sacrificado em um ritual religioso, em uma data específica, para fortalecer os outros guerreiros da aldeia. Os euaipanomas não irão devorar inimigos fracos ou indignos ou qualquer um que não for capturado vivo, pois seu ritual não tem propósito alimentar.






ISQUELÊ :
Uma luz forte e inconstante surge do chão. O crepitar de fogo se mistura ao alto som de ossos estalando com o calor e o movimento. Um esqueleto de olhos vermelhos emerge da terra, com seu corpo banhado de fogo. Em sua cabeça há uma vela, branca e pura, com uma chama muito forte para o seu tamanho.
Encruzilhadas são locais poderosos. Enterrar corpos nestes locais de poder, principalmente se receberam um rito funerário incompleto, pode gerar esse tipo de morto-vivo, sem mente ou qualquer outro propósito que não o de atacar e devorar a carne de qualquer um que transite próximo a estes locais durante a noite.
O nome "isquelê" certamente é uma corruptela de "esqueleto". Essas criaturas são selvagens e normalmente utilizam pouca estratégia e muita violência, avançando correndo em direção aos seus alvos.
Repouso da cova; Durante o dia, suas chamas se apagam e o isquelê dorme dentro de sua covas ou em algum buraco que tenha cavado próximo a sua encruzilhada. Isquelês são hábeis escavadores, podendo cavar sua saída em segundos se for necessário. A criatura tem vantagem em testes para cavar.
Natureza morta-viva; Essa criatura não respira e não precisa dormir, comer ou beber.






MOTOCU :
Em meio às chamas da floresta, é possível ver uma criatura bípede de pés virados ao avesso, com os calcanhares para frente. Seu corpo é coberto de pelos chamuscados. Sua feição é de uma besta selvagem, com dentes afiados, garras animalescas e chamas saindo de sua pele e de seus chifres. Seus olhos possuem a cor do fogo e ele urra, se preparando para atacar.
Motocus são demônios das queimadas. Possuem pés virados como curupiras e usam isso para fazer com que pessoas se percam na mata, mas não se importam em protegê-la. Seu maior objetivo é fazer com que pessoas que se arriscaram a entrar em seu território percam a vida em meio às chamas. Há quem acredite que sejam curupiras corrompidos, mas isso pode ser somente uma hipótese sobre a origem destas criaturas.
Dias de Fogo; Motocus não atacam todos os dias do ano, normalmente agindo mais nos períodos mais secos e em fases específicas da lua, dormindo por todo o resto do tempo.
Caçador da Mata Ígnea; Apesar de seu modo de agir violento e destrutivo, Motocus não agem sem planejamento prévio. Normalmente vão confundir suas vítimas e fazê-las andar bem fundo dentro de uma região boa para queimadas. Só então atearão fogo na mata, atacando somente ao garantir que suas vítimas não serão capazes de escapar mais. Além disso, Motocus conhecem muito bem suas regiões e sabem todos os caminhos e atalhos que os caçadores da região podem utilizar.
Mestre da queimada; Apesar de não ser capaz de ignorar a cobertura gerada pela fumaça, o Motocu ignora asfixia por fumaça e terrenos em brasa não são considerados difíceis para ele.






DESGRAÇA PELADA :
Uma criatura feminina e completamente nua aparece, trazendo consigo sua imensa feiura. Seu corpo é magro em alguns lugares e cheio de pelancas e sarnas em outros, com seios flácidos e o rosto coberto de rugas. Seus dedos são compridos e terminam em longas unhas curvadas e sujas. Ela tem orelhas grandes e caídas e seus dentes são tortos, exibindo um sorriso sinistro.
Esse tipo de criatura surge onde menos se espera, mas sempre convocada... por um palavrão. Desgraça Pelada é como são conhecidas. Elas são atraídas quando alguém, principalmente uma criança, diz heresias e palavras sujas, principalmente dentro de casa. A megera irá então procurar aquele que disse tais palavras e fazer com que se arrependa. É bastante comum que uma Desgraça Pelada também venha a punir a família ou os companheiros dessa pessoa.
Dificilmente a Desgraça irá atacar seu alvo diretamente. Sua intenção é prolongar ao máximo seu sofrimento, e ela jamais irá explicar o porquê de o estar incomodando, mas irá dar vários sustos e pragas e irá provocar vários desastres, até que sua vítima ou alguém da família acabe por falecer em meio às maldades ou até que a Desgraça Pelada apenas se canse e procure outro alvo.
Perceber Bocas Sujas; Uma Desgraça Pelada é capaz de sentir que uma pessoa disse uma heresia, palavrão ou obscenidade há vários quilômetros de distância, identificando também quem era a pessoa que disse e em que lugar ela falou. Palavras ditas dentro de casa ou em locais sagrados a deixam mais sedenta por punir o boca-suja.
Criatura maldita; A Desgraça Pelada não adentra locais sagrados e perde o interesse em famílias que façam rituais de penitência buscando redenção.






MÃE DA SERINGUEIRA :
Uma senhora cabocla aparece em meio às árvores. Sua pele tem textura de casca e há folhas em seus cabelos. É possível notar várias grandes cicatrizes em seu corpo, cujo formato lembra as marcas feitas nas seringueiras para se verter o leite da planta. A mulher possui um olhar astuto e atencioso e uma ternura que pode facilmente se transformar em rancor.
Para algumas populações de florestas tropicais, a árvore da seringueira é muito importante para seu sustento. Essas populações sabem que essas árvores possuem suas protetoras desde tempos ancestrais, as Mães das Seringueiras, damas protetoras das florestas que ajudam aos que delas buscam o sustento
sem ganância. Essas antigas fadas sempre têm a forma de mulheres indígenas ou caboclas e aparência entre a meia-idade e a velhice. Não são particularmente belas, mas adoram presentes que lhes aticem a vaidade e apreciam ouvir histórias e conversar. Não é incomum que, para agradá-las, seringueiros passem horas do dia contando causos para as árvores esperando que estas depois contem tudo para suas mães, que sempre sabem tudo o que acontece no seringal.
Os seringueiros que ganham seu afeto recebem em retorno boas colheitas de leite de seringa e bom plantio, enquanto que os que as decepcionam não conseguirão obter quase nada da natureza local, nem mesmo caça. Aqueles que venham a trair sua confiança acabam por cair doentes ou desaparecer na floresta para não mais voltar. Mães de Seringueiras costumam ser vingativas.
Natureza vingativa; Com um comando mental, a Mãe da Seringueira é capaz de fazer com que as árvores parem de produzir frutos maduros, que as seringueiras não deem mais leite de seringa e que a fauna fuja para longe de uma pessoa. E esse será apenas o início de sua vingança contra alguém que ousou abusar de sua hospitalidade e machucar suas filhas...






POMBEIRO :
Um pequeno duende da mata, não mais alto do que um metro de altura, com a cabeça grande para o tamanho de seu corpo, aparece de sopetão ao som do assovio. Ele quase não veste roupa alguma, apenas trapos e folhas e um chapéu de palha. Sua pele é escura e seus dentes parecem os de um animal. Logo em seguida, ele desaparece como se ali nunca estivesse estado.
Pombeiros são um tipo feérico que habita principalmente regiões de pantanal e matas próximas. Interagem com humanoides, mas não gostam tanto dos adultos, preferindo a companhia das crianças, a quem costumam atrair com frutas, mel e a promessa de brincadeiras, mas depois é comum que enjoem da companhia da criança e a deixem abandonada pela mata.
São criaturas que não gostam de responsabilidades e podem viver sozinhos ou em pequenos bandos, que normalmente não se afastam muito de seu habitat natural e até o protegem contra os invasores que não lhes pagarem tributos ou que venham a causar mal às florestas, caçando demais ou matando passarinhos pequenos e fêmeas prenhas ou com filhotes.
Relacionamento com Pombeiros; Esses seres são naturalmente tímidos e não gostam de quem prejudica seu ambiente. São criaturas bastante propensas ao uso de violência, principalmente para satisfazer seus desejos mais egoístas, atacando aqueles que se aventuram na mata para roubar comida, bebida e fumo. Mas se alguém é capaz de cativar sua amizade, eles podem usar seus poderes para alertar sobre presságios ruins em seu destino ou ajudando a encontrar caça em abundância.






MÃE DA PESTE :
A nuvem de vapor escuro exata um forte cheiro podre e se movimenta como se estivesse viva, viajando pelas frestas das janelas e portas. A névoa fétida manifesta o contorno de uma mulher, de rosto muito velho e feio, deformado em um sorriso sinistro.
Mães da Peste são um tipo maligno de elemental do ar, que espalham doenças em grandes cidades ou pequenas vilas. Normalmente atacam durante a noite, entrando nas casas silenciosamente e infectando seus moradores. Pouco se sabe de suas motivações para isso, apenas que podem permanecer por meses em um mesmo povoado, antes de partirem.
Cultivo Pestilento; Mães da Peste não precisam comer ou beber e se nutrem do efeito que suas doenças causam em uma população. Se todos os afetados em uma população ficam curados, a Mãe da Peste sofrerá efeitos de fome, o que pode deixá-la desesperada e violenta. Oferendas e sacrifícios podem ajuda a aplacar sua raiva.






VAMPA :
As sombras revelam uma criatura que é mais morcego do que homem. Seu corpo é coberto de pelos escuros. Seus braços fortes terminam são longas asas terminadas em garras. Suas pernas são arqueadas, como as de um animal, o que torna seu caminhar desajeitado e pesado. Sua mandíbula possui grandes presas, de onde ainda escorre o sangue de sua última presa.
Vampas são uma espécie de criatura noturna, que vivem em florestas quentes e nos sertões. Se alimentam exclusivamente de sangue e tem preferência pelo de humanóides, principalmente o de pessoas com pouca fé religiosa. Dormem durante o dia, escondidos na copa de árvores grandes ou em cavernas e atacam fazendas e pequenas vilas durante a noite, preferindo sugar alvos adormecidos ou desprotegidos.
Esses monstros são criaturas inteligentes e pacientes, o que os torna bastante perigosos, e são ainda mais temidos pois sua mordida transmite a terrível doença da licantropia. Aqueles que foram mordidos, se sobrevivem, ainda correm o risco de se transforma em lobisomens, e os vampas sabem disso.
Ataques planejados; Evitar o combate sempre que possível é o modo de um vampa. Não é incomum que propositalmente criem lobisomens ou que soltem os animais da fazenda no meio da noite para criar confusões e facilitar suas caçadas. Se realmente precisar se engajar em luta, assim que possível, tentará agarrar um alvo e levá-lo embora voando.
Alimentação profana; Através do faro, um Vampa é capaz de identificar pessoas que tenham feitos orações e rezas naquela noite. Ele vai evitar ao máximo se alimentar do sangue dessas pessoas, exceto se for muito necessário, pois a criatura sente um sabor desagradável ao ingerir o sangue destes alvos.






REDEMOINHO ASSOMBRADO :
Um forte ventania invade a região, duas esferas de luz se encontram e começam a girar entre si, se chocando violentamente. A cada choque, ouve-se o som alto de trovões e explosões de luz atordoam aqueles próximos. O vento forte, capaz de arrancar telhas das casas, acompanha os rodopios, criando um remoinho macabro, de onde ecoam as vozes lamuriantes de dois antigos amigos.
Quando dois compadres ou comadres morrem brigados e com rancor, suas almas não descansam e se tornam fogos-fátuos em eterna inimizade. Diz-se que passarão a eternidade correndo um atrás do outro e lutando entre si até que sejam exorcizados ou façam as pazes. Quando se encontram, ambos começam a lutar e brigar em rodopios, até que transformam em uma única criatura, um redemoinho assombrado que destrói tudo em seu caminho e ataca principalmente aqueles que não fizeram suas orações matinais quando acordaram.
Febre do vento; O vento do Redemoinho Assombrado transmite uma febre mágica nos dias seguintes. Aqueles que e estiverem em uma região de vento devem realizar um teste de Constituição CD 14 na manhã seguinte, ou passam a ter febre e recebem desvantagem em salvaguardas, testes de habilidade e de perícias. A doença só desaparece por meios sobrenaturais ou caso o Redemoinho seja exorcizado ou permanentemente eliminado.
Separação; Em alguns casos, destruir o Redemoinho Assombrado apenas faz com que um dos fogos-fátuos desapareça ou que os dois apenas se separem. Se um deles escapar, podem se reencontrar na noite seguinte e recomeçar sua ciranda, gerando um novo Redemoinho Assombrado.





TAU, KERANA E OS SETE MONSTROS LENDÁRIOS :
Tau se viu apaixonado por uma mulher chamada Kerana, filha de Marangatu, que vivia na tribo Guarani. Tau se disfarçou-se de um belo jovem e a cortejou por sete dias antes de decidir sequestrá-la, mas sua trama foi frustrada por Angatupyry, o espírito do bem. Tau e Angatupyry lutaram entre si por sete dias e sete noites até que ele foi finalmente derrotado. Após sua derrota, ele foi exilado da terra por Pytajovái, o deus da guerra e valor.
Tau não se deu por vencido tão facilmente. Apesar de sua expulsão, ele retornou de alguma forma e sequestrou a bela Kerana. Cada um dos sete era reverenciado ou temido, cada um possuindo habilidades e características diferentes, essenciais para a tradição guarani.